Ter um Rolls-Royce na garagem é sinônimo de prestígio em qualquer lugar do mundo, mas, curiosamente, este é um automóvel que o dono dificilmente tem o prazer de guiar. É que os sedãs da marca britânica sempre foram os preferidos da aristocracia e da realeza, gente que faz questão de ostentar e não abre mão dos serviços de um motorista. Bom, com o novo conversível Dawn, o fabricante espera convencer seus clientes a deixarem toda a pompa e circunstância do banco de trás para descobrirem uma nova faceta a bordo desta joia.

Mais do que atrair compradores mais jovens, o modelo tem a missão de conquistar o público feminino – a marca, certamente, deve estar pensando nos herdeiros e nas esposas dos xeques sauditas. Não é à toa que o próprio fabricante usa adjetivos inéditos para definir o Dawn, como "sensual" e "romântico".

Quem vê as fotos do novo conversível pode não perceber, mas elas revelam um modelo com 5,29 metros de comprimento e mais de 2,5 toneladas. São números másculos, afinal o Dawn é o descapotável de quatro lugares mais potente do mundo: seu V12 biturbo, que é combinado a uma transmissão automática de oito velocidades, fornece 570 cv, potência suficiente para levá-lo de 0 a 100 km/h em 4,9 s e à velocidade máxima de 250 km/l - limitada eletronicamente.

É uma performance impressionante, mas dá para imaginar que os felizardos embarcados nesta maravilha queiram aproveitar cada instante do passeio bem devagarinho, por onde quer que seja – até para dar tempo de serem vistos. Obviamente, isso não inclui São Paulo e Rio de Janeiro, onde ninguém se aventuraria a rodar com os cabelos ao vento por medo de perder o pescoço. Por falar nisso, o teto descapotável de tecido do Rolls-Royce Dawn pode ser acionado ou recolhido em apenas 22 s em velocidades até 50 km/h, por um simples toque de botão.

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Curiosidades

A operação, segundo o fabricante, acontece no “mais absoluto silêncio”.

Seu sistema de áudio, assinado pela grife Bespoke, traz 16 alto-falantes calibrados individualmente para compensar as mudanças acústicas que ocorrem quando o Dawn roda com sua capota aberta ou fechada. Um microfone ultrassensível capta os ruídos do ambiente, ajustando o volume e equalização da reprodução para entregar a mais alta fidelidade.

À tradição da marca, o novo conversível acrescenta o requinte tecnológico de um Rolls-Royce do século 21.

Além do controle rotativo ‘Spirit of Ecstasy’, o modelo estreia um botão no volante que habilita dezenas de funções por comandos de voz, incluindo de navegação. Outras novidades são a interface multimídia com tela de alta resolução e 10,2 polegadas, o controle de cruzeiro automático (ACC) que atua até no tráfego pesado e o Satellite Aided Transmission (SAT), que estreou no cupê Wraith, em 2013.

O SAT usa dados de satélite para “ver” à frente daquilo que o motorista enxerga, se antecipando em relação ao trajeto e até mesmo ao estilo de condução.

Da mesma forma, os novos faróis com luzes diodo (LEDs) controlam eletronicamente a direção – com orientação para as curvas – e a altura dos fachos – evitando ofuscar quem vem na contramão –, eliminando inclusive a lente convencional. A melhor visibilidade noturna ainda é reforçada pelo Head-Up Display com detecção de pedestres e animais por sensor de calor, que emite um alerta sonoro sobre sua presença antes que o condutor consiga vê-los.

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