Não seria ótimo saber dos defeitos mecânicos do seu carro antes que eles virem problemas maiores? Então saiba que, desde 1996, todos os veículos vêm equipados com o sistema OBD (On-Board Diagnostics, ou, em bom português, Diagnóstico de Bordo).

Mas o que é isso? É de um sistema de autodiagnóstico, com dados além daqueles básicos mostrados no painel (velocímetro, hodômetro, conta-giros, termômetro, marcador de combustível).

Com esse diagnóstico eletrônico, dá para resolver alguns problemas mecânicos sem precisar levar o carro à oficina. Ou, pelo menos, quando for levar o seu carro, você saberá o que falar com o mecânico e terá o problema resolvido em menos tempo, além de economizar com peças e serviços desnecessários. Por o OBD possuir um código universal, a padronização dos dados permitiu um barateamento dos equipamentos leitores.

Histórico

O OBD começou a ser usado nos primeiros sistemas de injeção eletrônica e tinha como objetivo diminuir a emissão de gases poluentes. Nos sistemas de veículos mais simples ou antigos, o diagnóstico é feito apenas com uma luz que pisca, indicando que alguma coisa está errada e precisa ser verificada.

Com o tempo, o sistema foi se modernizando e, hoje em dia, o OBD é capaz de detectar e fazer um relatório completo do problema.

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Tecnologia

Desde 2010, se tornou obrigatório no Brasil o OBD-II. Esse sistema é uma evolução do OBD, já que ele não só identifica os problemas, mas também os corrige automaticamente, sem que o condutor sequer tome conhecimento.

Com ele, o carro funciona da forma que foi planejado, diminuindo o consumo de combustível e a deterioração das peças.

Scanner OBD

O scanner OBD é um leitor que traduz os algoritmos do sistema eletrônico do carro e faz um relatório.

O aparelho é acoplado à central eletrônica do carro por meio de um conector fêmea de 16 pinos. Os pinos 4 e 5 são de aterramento e o 16 faz a alimentação pela bateria do veículo. Geralmente, o encaixe é feito na coluna de direção, próximo aos pedais, mas é sempre bom verificar se o manual do veículo já não dá a localização exata.

Esse relatório pode ser lido facilmente em aplicativos de interface amigável, baixados gratuitamente em lojas como Apple Store, Google Play ou Windows Phone.

Baixado o aplicativo, conecta-se por USB ou Bluetooth ao OBD do carro. Para celulares, é indicado o Bluetooth e para PCs e notebooks, o USB.

Códigos

Existem códigos que são padrão e outros que são específicos para determinados fabricantes e modelos. Eles possuem cinco caracteres, sendo que cada dígito tem um significado. Só de olhar os primeiros números e letras já dá para localizar o problema do carro.

  • O primeiro é sempre uma letra e pode significar: B para problemas no corpo do carro, C para problemas no chassi, P para problemas no eixo do motor e U para rede.
  • O segundo pode ser o número 0 para códigos universais ou 1 para os de modelos de fabricantes específicos.
  • O terceiro caractere pode significar: 1 para medidas de combustível ou ar, 2 para sistema de injeção de combustível e ar, 3 para sistema de ignição, 4 para controles auxiliares de emissões, 5 para controle de velocidade, 6 para saída do computador e 7 e 8 para transmissão.
  • Os dois últimos caracteres é que vão identificar por números o problema específico daquele veículo.

É fácil encontrar as descrições dos significados em vários sites de bancos de dados na internet — mesmo os códigos de modelos específicos. Normalmente, esses sites são pagos, mas têm a vantagem de serem bem completos, com manuais que mostram, inclusive, os detalhes de como o serviço deve ser feito.

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