Nos últimos dias, o Brasil acompanhou os desdobramentos do acidente ocorrido por volta das 20h30 de quinta-feira passada (18), em #Copacabana, no Rio de Janeiro. O motorista Antonio de Almeida Anaquim, epilético, teve um ataque na direção de um veículo, perdendo o controle e atropelando 17 pessoas que estavam no calçadão e na ciclovia.

Entre as vítimas, estão uma bebê de 8 meses, que morreu, e um turista australiano de 68 anos, que teve traumatismo craniano e agora respira com a ajuda de aparelhos. Antes do acidente, Anaquim tinha 68 pontos perdidos no prontuário e, mesmo com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa, permanecia dirigindo.

Além disso, outro ataque já havia ocorrido há cerca de quatro anos e, ao fazer a renovação da CNH, em 2015, o motorista omitiu ao Detran-RJ (Departamento Estadual de Trânsito) a existência de doenças neurológicas ou episódios de tontura, desmaio, convulsão e vertigem.

Embora a sociedade agora condene a irresponsabilidade de Anaquim, várias outras imprudências ocorrem e #cuidados são negligenciados por milhares de motoristas todos os dias. Veja agora quais são as cinco falhas humanas mais comuns que ocasionariam #acidentes igualmente trágicos e como contorná-las:

1) Sono e/ou cansaço

Muitos dirigem por horas a fio e não percebem ou admitem estar com sono. Às vezes, acham que dá para rodar mais um pouquinho, mas, isso só contribui para que o cansaço aumente. Sim, isso é muito mais comum entre caminhoneiros.

Quatro horas seguidas já são o suficiente para que haja pequenas faltas de atenção. Em 8 horas, o risco de acidentes é dobrado. Por isso, ao viajar, pare por pelo menos 10 minutos a cada 2 horas. Se sentir sono, o seu descanso deve ser de uma hora.

Depois do almoço é a hora em que o sono bate mais forte. Então, evite um almoço exagerado ou gorduroso e espere cerca de meia hora antes de voltar a dirigir.

Algumas dicas extras: o calor é um dos grandes fatores que contribuem para o cansaço. Por isso, procure dirigir com o ar-condicionado [VIDEO] ligado. Antes de uma viagem, durma em um local de iluminação e ventilação adequadas. Se estiver tomando alguma medicação, verifique antes se ela não provoca sonolência.

2) Celular

Falar ao celular no trânsito é uma prática ilegal, mas é tão comum que dá a impressão de ser inofensiva. Porém, já foi constatado que o risco de acidente nesses casos pode ser quadruplicado, sendo mais grave até mesmo do que dirigir embriagado.

A troca de mensagens de texto e o uso de redes sociais são ainda mais graves e, infelizmente, têm se tornado até mais comuns do que as conversas faladas.

Os sistemas de comando de voz e Bluetooth, apesar de não serem proibidos, ainda assim distraem o motorista.

Caso a sua ligação seja realmente importante ou inadiável, procure um local seguro para estacionar e atender o telefone.

3) Velocidade

Antes de uma via ser sinalizada, são levados em consideração o tipo de via, seu formato, suas condições, o volume de veículos que trafegam por ela e seus cruzamentos. Ou seja, uma placa de velocidade não está lá à toa.

Quando se ultrapassa em 1% do limite de velocidade, o risco de acidente sobe 8%. Por isso, mesmo em uma via preferencial, um veículo acima da velocidade permitida é considerado o responsável, caso haja um acidente.

Atualmente, todo mundo tem uma série de horários e metas a cumprir. Porém, é na hora da pressa que qualquer pessoa se atrapalha e se esquece de procedimentos simples — A pressa é inimiga da perfeição.

4) Distância de segurança

O motorista de trás é o responsável por evitar a colisão com o da frente. Por isso, quanto maior for sua velocidade, maior deve ser sua distância de seguimento. Essa distância varia de acordo com as condições da via, do clima, do seu veículo e a sua própria.

Uma distância segura deve ser de acordo com a sua capacidade de perceber um obstáculo, decidir frear e pisar no freio, no caso de um imprevisto. Freando, o seu veículo ainda percorre mais uma distância antes de parar totalmente.

Para calcular se você está a uma distância segura, observe quando o veículo da sua frente passar por algum ponto referencial (uma casa, um poste, um cruzamento). Se você demorar menos do que 2 segundos para passar pelo mesmo ponto, diminua um pouco a velocidade. Sob chuva [VIDEO], neblina, à noite, ou em qualquer outra situação adversa, dobre essa distância.

5) Manutenção do veículo

Se o seu carro estiver com algum problema nos pneus, faróis, freios, direção ou suspensão, você não deve continuar rodando com ele em hipótese alguma. Além de uma possível perda de controle, um carro parado na via por causa de problemas mecânicos [VIDEO] pode provocar acidentes.

Mesmo que você leve seu veículo para um acostamento ou para o canto da via, ainda pode ser atingido por alguém distraído ou que não consiga reagir a tempo. Se for provocado um engavetamento, você será o responsável pelos gastos mecânicos, hospitalares ou funerários de todos os outros veículos envolvidos no acidente. Poupar gastos com o mecânico, definitivamente, é uma economia que não vale a pena!