Após duros momentos de baixa nas vendas de Automóveis, a Indústria respira neste início de 2018. Com apenas dois meses concluídos e chegando à metade do mês de março, a indústria automobilística sente uma melhora em dois pontos: a produção dos carros e também no licenciamento dos veículos. Números da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram mais de 400 mil foram produzidos no Brasil já neste ano.

Esta produção, com pouco tempo neste ano, já tem um crescimento de 15% comparado com o mesmo período do ano passado, representando dados positivos no setor.

Política Envolvida

A crise dos automóveis não vem de agora. Antes de 2017, o setor já sentia os danos nas vendas negativas e pouca procura do consumidor para efetuar compras. Grandes marcas de setores Luxo, como Audi e BMW faziam verdadeiras promoções para alcançar as metas de vendas das empresas. A situação Política que vivia o Brasil no ano passado intensificou para as vendas dos automóveis caírem. Algumas empresas diminuíram os seus investimentos com receio do futuro político brasileiro. Após a impugnação da presidenta Dilma, o mercado e indústria demoraram até sentir o resultado positivo na mudança de governo.

Para o professor Antônio Jorge Martins, a tendência é que os investimentos sejam feitos de outras maneiras pelas empresas automobilísticas, já que a nova geração está pensando em mais mobilidade. “A tendência é de empresas que investem em serviços que buscam dar uma mobilidade total para o consumidor”, o professor visa que essa mobilidade possa ser benéfica para dois pontos da sociedade. “Este novo investimento do setor automobilístico visando a mobilidade irá para aqueles que têm dificuldade de se locomover, como o idoso e a criança”, comenta o professor do ISAE – Escola de Negócios.

Um novo tópico que a indústria precisa se adaptar está na questão dos jovens. Em 2018, muitos jovens, nascidos em 2000 irão ter maioridade, podendo entrar no processo de habilitação. Mas a grande maioria não está pensando em adquirir os carros. Hoje em dia, buscam os táxis compartilhados ou aplicativos de carona, fazendo o setor focar nos próximos anos mais em prestação de serviços e não apenas no seu maior produto, o próprio automóvel.

A tecnologia também irá ajudar nos investimentos de prestação de serviço. Marcas tecnológicas como a Uber, estão produzindo carros autônomos e o professor Antônio Jorge Martins, acredita ser uma área que irá “obrigar” o setor automotivo a fazer mudanças na forma de investir.

Sustentabilidade avaliada

Os números burlados de sustentabilidade que ocorreram em grandes marcas como Volks, na Alemanha, trouxeram à tona a questão dos combustíveis fósseis não serem mais utilizados. Atualmente no mercado, existem grandes marcas automobilísticas investindo nos carros elétricos e em carros movidos a diversos combustíveis que diminuem o dano para o meio ambiente.

A indústria automobilística, pelas palavras do professor do ISAE, é a forma do design e conectividade com a internet. Os últimos carros lançados já existem com grandes meios de conexão, graças a “internet das coisas”. Podendo o motorista, ouvir sua playlist preferida e acompanhar as redes sociais.

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