“Olha moço, não sei o que está acontecendo com esse carro!” Essa frase é música para os ouvidos de um mau profissional na área automotiva. Muitos abusam da falta de conhecimento do cliente e inventam mil e um serviços a serem feitos e várias peças a serem compradas. O cliente, em contrapartida, é obrigado a confiar em qualquer coisa que lhe for orientado.

Para evitar que isso aconteça, confira 5 dicas para levar o veículo somente em oficinas de confiança e evitar gastos desnecessários:

1- Tenha curiosidade

Seu carro deu um problema.

Pois bem, antes de levá-lo diretamente para a oficina, leia o manual do veículo. Às vezes, o manual pode até não ensinar a resolver o defeito, mas, pelo menos, faz com que ele seja identificado e você saiba o que falar ao Mecânico.

Perca o medo de parecer chato ou desconfiado. Faça perguntas sobre os serviços que serão feitos e não saia da oficina com qualquer dúvida. Veja se o mecânico consegue explicar de maneira simplificada sobre o problema do carro e os procedimentos que vai fazer. Desconfie se ele começar a se/te enrolar com termos técnicos e jargões do ramo.

2- Faça mais de um orçamento

Compare os preços de, pelo menos, três lugares diferentes. Lembre-se de que pedir um orçamento não é sinônimo de contratar o serviço.

Com a relação dos itens que precisam ser trocados em mãos e usando a internet, não é necessário sequer ligar ou ir a uma loja de autopeças para pesquisar o valor médio deles. Melhor ainda seria você mesmo comprá-los, só podendo, então, ser cobrada a taxa de serviço.

O orçamento também possibilita a reclamação sobre qualquer gasto não previsto ou de serviços entregues fora do prazo estipulado.

3- Peça por indicações

Caso ainda não conheça um bom mecânico, pergunte a seus amigos e parentes: a propaganda boca a boca é o medidor de qualidade antigo e, não à toa, o mais eficaz.

Não é indicado ir a locais desconhecidos para fazer serviços mais complexos. Alguns tipos de serviço (como injeção eletrônica, direção hidráulica, e ar-condicionado, por exemplo) só podem ser feitos em oficinas especializadas. O ideal seria testar locais novos somente para os serviços mais baratos, e ir avaliando essa experiência aos poucos.

4- Observe os veículos e profissionais do local

Se os veículos forem mais caros ou bem conservados, aquele provavelmente é um local de referência para pessoas que se preocupam com a qualidade dos serviços. Por exemplo, é bom evitar oficinas que têm sempre os mesmos carros. Afinal, há de se desconfiar de estabelecimentos em que se precisa retornar repetidas vezes para se resolver um problema.

Procure saber se o estabelecimento possui uma certificação do IQA (Instituto de Qualidade Automotiva). Verifique se ele é licenciado e se está associado a marcas de renome.

Por incrível que possa parecer, a limpeza e a organização do local também devem contar muito na hora da sua avaliação. Observe ainda se os mecânicos usam os equipamentos de segurança adequados. Faça um paralelo entre como cuidam do próprio local de trabalho e como vão cuidar do carro de um desconhecido.

5- Peça uma nota fiscal detalhada

Uma nota deve discriminar o valor de todas as peças compradas e todos os serviços feitos — não aceite o valor inteiro em um montante único. O mecânico deve ter um critério de precificação; não tirar o preço da cabeça dele.

A data da nota também é importante, já que todo estabelecimento deve ter garantia de três meses pelos serviços prestados. Dentro desse prazo, se o problema não tiver sido resolvido, o local é obrigado a refazer o serviço ou devolver o dinheiro.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo