Não é de hoje que o arroz é considerado um dos vilões para qualquer tipo de Dieta. Apesar de ser rico em vitamina B1, os grãozinhos tão comuns na mesa de muitos brasileiros são repletos de carboidratos e podem não só elevar os índices de obesidade, como também aumentar a probabilidade de desenvolver a diabetes tipo 2. E não é para menos. Para se ter uma ideia, uma xícara de chá da iguaria possui cerca de 200 calorias. Por conta dessas características, o arroz costuma aparecer em pouquíssimas quantidades, e somente em alguns cardápios, que preferem utilizar a versão integral.

Agora, contudo, um método relativamente novo de cozinhar o arroz tem ajudado milhões de pessoas a consumir a iguaria sem dor na consciência e sem medo de engordar. E o melhor é que o modo de preparo é bem simples!

O fato foi revelado pelo Dr. Sudhair A. James, da Virginia Commonwealth University, durante o 249º encontro da American Chemical Society, no Sri Lanka, um dos maiores do mundo. De acordo com o especialista, a forma usual de fazermos o arroz (refogando para só então temperar e jogar água corrente) possibilita que o grão transforme-se em um amido fácil de ser absorvido pelo organismo.

Com isso, esse amido é transformado em açúcar, glicogênio, e, por fim, gordura. Para dar fim a este ciclo, o modo de preparo deve ser alterado e um ingrediente muito importante deve ser acrescentado: o óleo de coco.

Como preparar o arroz da forma correta

Para garantir que o arroz cumpra o seu novo papel, é necessário descartar o refogado de temperos. Em uma panela, coloque água fervente, um colher de sopa de óleo de coco e, só então, o arroz e os temperos.

Deixe o cozimento ocorrer normalmente e, assim que estiver pronto, deixe a panela esfriar e coloque na geladeira por cerca de 12 horas. A explicação está no fato de que os lipídios do óleo de coco, quando usados no ato do cozimento e colocados dessa maneira, junto com a água fervente, provocam uma reação química que muda a estrutura desse amido.

Este processo é completado quando o arroz resfria na geladeira, visto que este mesmo amido torna-se mais difícil de ser digerível.

"O óleo entra nos grânulos de amido durante o cozimento, alterando sua arquitetura para que se torne resistente à ação das enzimas digestivas. Isso significa que menos calorias são absorvidas pelo corpo. O resfriamento é essencial porque a amilose, a parte solúvel do amido, deixa os grânulos durante a gelatinização. E o resfriamento por 12 horas levará à formação de ligações de hidrogênio entre as moléculas de amilose fora dos grãos de arroz, o que também o transforma em um amido resistente", ressalta James.

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