Os bons resultados em testes com a vacina contra a dengue, realizados pelo Instituto Butantan, em SãoPaulo, podem antecipar a liberação da vacina para a população em 2016. O prazo programado para a disponibilização da medicação no mercado seria penas em 2018.

A liberação da medicação depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa), que deve receber os relatórios do Instituto na próxima semana. Com aanálise dos dados, será possível definir o início da última etapa dos testes,que consiste na aplicação do medicamento em jovens e adultos voluntários.

Se aantecipação for autorizada, as primeiras aplicações devem ocorrer em maio.

Os testes podem ser realizados em regiões onde são registrados os maioresnúmeros de casos da doença, como a cidade de São Paulo e municípios do interior,como Sorocaba e Catanduva, que juntos, somam mais de 11 mil casos. A Anvisa, porsua vez, afirma que nessa etapa, avalia a segurança e não a eficácia da vacina.

Na segunda-feira (23), o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, declarou apósevento na Câmara dos Deputados, que pedirá “prioridade” à Agência na análisedos resultados dos testes.

O Ministro ponderou que a antecipação deve ser feitacom cautela, para que não se “ultrapasse nenhuma das etapas previstas” e nemgere expectativas falsas na sociedade.

Um laboratório particular afirma que já é capaz de produzir uma vacinaeficaz contra quatro tipos diferentes de dengue. A versão do laboratório écomposta por três doses, que devem ser dadas com um intervalo de seis meses. Afórmula do Butantan, no entanto, prevê apenas uma dose.

HISTÓRICO

O Instituto Butantan realiza a pesquisa desde 2003.

A Anvisa autorizouos testes com a vacina em 2013, cujas doses foram aplicadas em cerca de 300voluntários, em três centros médicos do estado de São Paulo. A última etapa devecontar com um número maior de pessoas, em torno de 13 mil indivíduos.

A possibilidade de antecipação vem ao encontro do recente surto dadoença. Até agora, já foram registrados 200 mil casos da dengue no Brasil, sendoque 145 mil foram notificados na região Sudeste.

A liberação da vacina, contudo, não será capaz de conter o atual surto,mas será essencial para ajudar a combater a epidemia que ocorre em épocas dechuva.

Mesmo quando a vacina for disponibilizada, a população deve continuaratenta para evitar a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre Chikungunya,verificando se existem locais com água limpa e parada, bem como denunciando àsautoridades competentes os possíveis focos em imóveis vizinhos.

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