Estudos feitos por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos comprovaram que quem dorme pouco corre mais riscos de desenvolver a diabetes.

Durante os estudos, foram observados fatores como dieta alimentar, atividades realizadas no decorrer do dia, períodos do dia em que os participantes do estudo dormiam e quantas horas de sono eles tinham. Os participantes também foram levados a situações que os levavam a ter um sono irregular, no que foi observado que a interrupção prolongada do sono afetava o ritmo cardíaco, comprometendo a produção de insulina e, consequentemente, dos níveis de glicose no sangue. Também foi observado que as taxas metabólicas foram alteradas, o que levou a alguns ao aumento de peso, além de outras doenças, como o AVC.

Qual a média correta de sono que precisamos?

O ideal são oito horas diárias de sono, porém, há pessoas que conseguem um bom ritmo de vida com apenas quatro. Este é um fato que varia de pessoa para pessoa, ou seja, o que vai realmente contar como fator determinante, será como ela acorda a cada amanhecer.

Como sei que tive uma noite bem dormida?

Se você acorda tranquilo e de bom humor, você utilizou as horas de sono que seu organismo necessitava, porém, se sua reação ao acordar é se sentir cansado e mal humorado, está na hora de rever seus conceitos sobre horas de sono.

Quais consequências, além da diabetes, uma rotina insuficiente de sono pode causar a minha saúde?

Uma delas é o acúmulo de gorduras no corpo. Quando se está privado de um sono reparador, há uma maior necessidade de se ingerir comidas calóricas, pois o hormônio "da fome" (grelina) está sendo estimulado. Além disso, uma noite mal dormida pode diminuir nosso desempenho no trabalho e no estudo, pois haverá mais deslizes de raciocínios e atenção.

Boa notícia: este quadro pode ser revertido

Apesar de todos os problemas que uma noite mal dormida pode causar, este quadro pode ser revertido somente voltando o sono aos padrões considerados normais, aliado à atividades físicas frequentes e a uma boa alimentação.

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Porém, nem sempre é uma situação voluntária e muitos fatos não são percebidos quando a pessoa está dormindo. Por isso, procurar um especialista e realizar um exame mais aprofundado, como a polissonografia, por exemplo, que rastreia os distúrbios provenientes do sono, se torna necessário para um bom tratamento e uma melhor qualidade de vida.

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