Dados estatísticos preocupantes referentes a acidentes no trânsito todos os dias ressaltam a necessidade de investimentos na área, pois a boa ou má condução de um veículo envolve estímulos cognitivos e atitudinais do motorista.

As principais funções psicológicas e cognitivas do ato de dirigir favorecem a avaliação de fatores de risco de desenvolvimento de surdez dos motoristas de ônibus, o que leva a um alerta sobre necessárias intervenções preventivas no trânsito.

Ocorre que dirigir profissionalmente é altamente desgastante, causa fadiga e é relacionada a fatores ambientais do local de Trabalho.

Há grande incidência de perda auditiva no exercício da função, além da perda auditiva, como distúrbios orgânicos, dores na cabeça, dores nas pernas e distúrbios psíquicos, como estresse, irritabilidade e fadiga. Esses distúrbios afetam não apenas a atividade de dirigir, mas invadem a vida social e coletiva dos motoristas de ônibus.

Os motoristas de ônibus, principalmente nas grandes cidades, só fazem crescer as estatísticas de perda auditiva no exercício da função, pelo caos configurado com o trânsito.

As condições de saúde e de trabalho de motoristas de transporte coletivo urbano contribuem imensamente para o aumento do estresse. Segundo a Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU, 1999), o caos do trânsito já atinge cidades de pequeno porte também, e é inegável sua forte influência no estresse em áreas urbanas.

O ambiente de trabalho do motorista de transporte coletivo urbano é diferente do ambiente das pessoas que desempenham atividades profissionais em ambientes fechados como salas ou lojas, porque o trânsito não possui um local definido para realizar as tarefas, o motorista fica sempre sujeito a problemas com o clima, com as condições de tráfego e até do trajeto das vias.

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Deve ser criado um Programa de Conservação Auditiva a respeito do risco físico do ruído acima dos limites de tolerância estabelecidos pela legislação do trabalho, conforme o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – NR9 - que tem o objetivo de preservar a audição dos motoristas e pedestres na sociedade.

A NR7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO) estabelece diretrizes para a avaliação e acompanhamento da audição dos trabalhadores através da realização de exames audiológicos (audiometrias), cabendo às empresas a adoção de programas que visem à conservação da saúde auditiva dos trabalhadores.

A Medicina Ocupacional afirma a necessidade de proteção auditiva para todos aqueles submetidos a níveis de pressão sonora superior a 85 db. Em geral, prejudica-se o trabalhador, sem lhe dar a devida proteção, e, ao final, este ainda é punido com a perda da Carteira Nacional de Habilitação ou com impedimento temporário de acesso ao trabalho, o que é uma agressão ao trabalhador.

A condição de trabalho estressante e estafante interfere no estado psicofisiológico do motorista, levando a irritabilidade e, por vezes, a um comportamento agressivo na direção, causa insônia, diminui os reflexos e distúrbios na atenção, fatores essenciais para uma direção segura.

É necessário caracterizar as condições de saúde dos motoristas de transporte coletivo urbano por ônibus, as péssimas condições de trabalho a que são constantemente submetidos, bem como a identificação de risco de perda auditiva durante o exercício da função.

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