Nos últimos meses três províncias do noroeste argentino - Santiago del Estero, Tucumán e Catamarca foram alvo do ataque de milhões de gafanhotos, um cenário tipicamente bíblico e não acontecia há 50 anos, conforme noticiou o engenheiro agrônomo e diretor da nacional de proteção vegetal do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentária (SENASA) Diego Quiroga .

Quiroga entende que esta proliferação anormal tem uma explicação racional e científica contrariando alguns comentários e vaticínios de certos setores que atribuem o ocorrido como sendo sendo praga de Deus conforme algumas passagens bíblicas.

Ele atribui este fenômeno ao descontrole climático como a própria seca prolongada nos anos de 2012, 2013,2014 e 2015 um inverno muito chuvoso e calor desproporcional para o período.

Diego estudou o comportamento desta espécie de gafanhoto que costuma entrar em uma espécie de hibernação durante os longos invernos – só que isto na verdade não aconteceu estes se reproduziram fora da estação e saíram à busca de alimentos.

Estes ataques começaram a ser observados em julho de 2015 quando as províncias atingidas pediram ajuda para CRA (Confederações Rurais Argentinas), com sede em Buenos Aires. Para comprovarem a gravidade do ocorrido, os produtores estão divulgando e publicados nas redes sociais vídeos das enormes nuvens mais de 50 milhões de gafanhotos sobrevoando e devastando plantações inteiras.

Faminto Exército alado

Assim se referiu Ignacio Lobo Viaña - presidente da Sociedade Rural da província de Tucumán à forma de ataque e organização destas imensas nuvens de gafanhotos dizimando cultivos como soja e milho".

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Aos 56 anos, ele disse que "jamais viu nada parecido" em termos de ataque do inseto e estão estudando a formação de gruposespeciais de combate ao inseto, até porque focos do gafanhoto começaram a aparecer onde antes não existia no país, como ocorreu recentemente em outras províncias como Salta (no norte da Argentina) e em Córdoba (na região central do país).

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