Casais que moram no nordeste e acalentavam o sonho de engravidar este ano tiveram que adiar os planos por causa do 'surto de microcefalia', causado pelo zika vírus.

Em entrevista ao UOL, o jornalista Erik Maia de 35 anos, casado desde agosto de 2014 com a professora Luanda Rocha, 33, residem em Maceió, conta que eles conversaram e ficou decidido que estava na hora de engravidar, as tentativas deveriam ter começado nesse segundo semestre, mas o 'zika' pôs fim ao sonho do casal. Eles preferiram não arriscar e vão aguardar passar o surto.

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Segundo informações foram contabilizados e notificados no Brasil 2.975 casos suspeitos, sendo que mais de 80% ocorreram no nordeste. Diante dessa estatística alarmante os futuros pais ficaram temerosos e não pretendem se arriscar.

Erik relata que um ano depois do casamento eles decidiram ter um filho e deixaram de se prevenir.

"Mas por ela ter mioma a coisa demorou a acontecer, foi quando começaram a aparecer os casos de microcefalia ligados ao zika vírus e, os casos foram aumentando até que surgiram noticias que havia chegado em Alagoas", diz o jornalista.

A esposa diz que ficou com medo de levar o plano adiante.

"No verão os mosquitos aumentam, daí começamos a ouvir noticias sobre a doença e fui ficando temerosa, disse ao meu marido: 'Não quero ficar grávida agora'. Confirma Luanda.

Segundo ela a gravidez foi apenas adiada e se possível ainda pretendem ter um filho em 2016. tudo vai depender da doença ter um controle.

Mulheres que pretendiam submeter-se a um tratamento de fertilidade na tentativa de engravidar, também participam do mesmo temor.

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Uma mulher de 32 anos que não quis ser identificada afirmou que já vinha tentando ficar grávida com o marido há algum tempo, mas pela demora em conseguir concretizar o sonho de ser mãe ia partir para o tratamento.

"Acabei desistindo ficamos tristes e decepcionados, contudo não havia outra alternativa". Concluiu ela.

A Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose recomenda que mulheres evitem engravidar até que haja maiores informações sobre os danos que o vírus pode causar nos fetos.