A jabuticaba é uma fruta tipicamente brasileira, nativa da mata atlântica. Tem um diferencial em relação as demais, pois seus frutos crescem nos troncos e galhos das árvores. Os meses de colheita são janeiro e fevereiro. É consumida de várias maneiras, em forma de geleias, licores, vinhos, sucos, vinagres e a própria fruta in natura.

O seu uso medicinal tradicional é indicado para casos de anemias e diarreias, no entanto, descobriu-se outras propriedades medicinais. Além do ferro e de outras substâncias, foi descoberta em enorme quantidade na casca, o elemento antocianinas, que são compostos fenólicos importantes que conferem ao fruto a sua coloração escura/arroxeada.

Ele protege as artérias do coração. As antocianinas estão presentes também nas uvas de coloração escura.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas fizeram experimentos que detectaram que a casca da jabuticaba é composta por fibras e antioxidantes que protegem o fígado do ataque dos radicais livres e que são indicadas para o tratamento de doenças crônicas como diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

Nos experimentos realizados em laboratório com ratos obesos constataram que após uma ingestão diária de 450 mg de casca seca de jabuticaba, os animais excretaram mais ácidos e gorduras e reduziram a oxidação do fígado, consequentemente, ocasionou uma redução significativa dos males causados às células hepáticas.

A alta concentração de fibras promove uma melhoria no trânsito intestinal contribuindo para aumentar mais ainda a excreção de gorduras, bloqueando a sua absorção e favorecendo a redução de doenças cardiovasculares.

A obesidade causa outros distúrbios no organismo, como diabetes tipo 2, hipertensão, síndrome metabólica e também doenças cardiovasculares. E não é somente em adultos, o índice de obesidade na infância tem aumentado a cada ano.

Segundo a Dra Léa Diamant, endocrinologista da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein, "A chance de uma criança obesa ser um adulto com o mesmo problema é enorme". O índice é tão alto que a OMS tem estimativas de que a nível mundial, uma criança em cada dez está com o peso elevado acima do normal.

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