Cientistas da Sanofi Pasteur  começaram as pesquisas pela vacina contra o vírus. A OMS (Organização Mundial da Saúde) já interveio, declarando estado de emergência à nível mundial, pela gravidade da situação e a velocidade com que o vírus tem se espalhado, principalmente em países da América do Sul e Central, e até na América do Norte.

No Brasil, a situação é uma das mais preocupantes, onde já apresenta sinais de epidemia. A Organização Pan-Americana da Saúde, órgão da OMS nas Américas, divulgou nota nesta quinta-feira (28) e estimou que quatro milhões de pessoas podem ser infectadas, se não houver uma medida ostensiva de combate ao mosquito transmissor.

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No Brasil, país mais extenso da América do Sul a previsão é sombria, estimando-se que 1,5 milhão de pessoas possam ser vítimas da doença, lembrando que o maior risco é para mulheres grávidas, devido à forte suspeita da relação de contaminação pelo vírus, com o aumento de casos de microcefalia no país, (foram registrados no país em 2015, 270 casos e mais de 3.500 suspeitos).

A vacina contra a Zika

Ainda não existe imunização contra a febre Zika, que provoca também a síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que pode deixar sequelas graves como a paralisia.

A Sanofi Pasteur, a maior empresas do mundo no ramo, anunciou que suas divisões responsáveis já começaram as pesquisas para desenvolvimento de uma vacina contra a Zika.

A empresa é responsável pelo desenvolvimento  de mais de 20 tipos de vacinas, a exemplo das contra o Tétano, Tuberculose, Sarampo, Caxumba, Poliomielite e Raiva, entre outras, e está apoiando-se no êxito da descoberta da imunização contra a febre amarela que também é transmitida por picadas de mosquitos.

Em declaração ao site Yahoo na França, Nicholas Jackson, chefe de pesquisas da Sanofi Pasteur, disse que assumiu o projeto, e declarou: "A Sanofi Pasteur está respondendo ao apelo global à ação, para desenvolver uma vacina Zika, dada a rápida disseminação da doença e possíveis complicações médicas".

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Nicholas acredita que a descoberta recente da vacina contra a dengue também poderão ser aproveitados no desenvolvimento da imunização contra a Zika.

Microcefalia a maior preocupação

A relação da microcefalia com a Zika está sendo amplamente investigada. Estudos do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia apontam o vírus como responsável pelo aumento no número de casos, por coincidir com a contaminação das mães de bebês que apresentaram a anomalia, que fez várias vítimas principalmente o Norte e Nordeste do Brasil.

Como o Zika vírus chegou ao Brasil?

Suspeitas apontam que o vírus tenha vindo para o Brasil na Copa do Mundo de 2014, identificado pela primeira vez na Nigéria há 20 anos, pode ter sido trazido por turistas africanos, e se espalhado pelo mundo.

Transmissão, tratamento e sintomas da Zika

O vírus tem como vetor o Aedes Aegypti, responsável também pela dengue, febre amarela e chikungunya. A Zika não é altamente letal, mas requer cuidados médicos, os sintomas são semelhantes ao da dengue, dores de cabeças, febre, dores musculares e coceira pelo corpo e olhos (conjuntivite), são as mais comuns, além de diarréia e enjôo.

O tratamento dura cerca de 4 a 5 dias e é relativamente simples, a base de analgésicos, antiinflamatórios e antitérmicos, (exceto os com AAS, ácido acetil salicílico), servindo para aliviar os sintomas. É recomendado o acompanhamento médico, pois há risco de agravamento, podendo levar à morte.