Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por 48,7% entre as causas de cegueira no mundo, o que representa cerca de 20 milhões de pessoas, e como há uma maior expectativa de vida, o aparecimento da doença tende a aumentar.

Suas causas podem ser hereditárias ou por acúmulo de proteína na região, algo que pode ocorrer aproximadamente a partir dos 40 anos e com maior frequência a partir dos 50 anos de idade.

Seus fatores de risco incluem: idade, diabetes, uso excessivo de álcool, exposição excessiva a luz solar, exposição a radiação usada em tratamento de câncer, histórico familiar, pressão arterial alta etc...

Publicidade

Nos casos de catarata em recém nascidos, a causa são as doenças adquiridas durante a gestação, como a rubéola, o citomegalovírus (CMV) e outras infecções. ou fatores genéticos. O tratamento deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico para evitar a perda parcial ou total da visão.

A catarata é uma opacificação do cristalino (lente natural do olho), em outras palavras, quem possui a doença tem a sensação de olhar por uma janela cujo vidro está embaçado. Com a visão comprometida, o indivíduo tem suas atividades normais prejudicadas.

Em um primeiro momento, a iluminação forte e o uso de óculos podem minimizar os sintomas, mas a intervenção cirúrgica acaba sendo a alternativa adequada. Trata-se de substituir a lente natural do olho pela colocação de uma lente artificial.

Num estudo revolucionário, cientistas norte-americanos descobriram uma substância sintetizada, o Lanosterol, que é capaz de derreter a catarata quando usado em forma de colírio. O estudo foi publicado na revista Nature, se aprovado no uso em humanos, é a promessa de um tratamento menos invasivo para os que sofrem de catarata moderada

O estudo foi desenvolvido a partir da observação de duas crianças que sofriam da forma hereditária da doença.

Publicidade
Os melhores vídeos do dia

Foi constatado por meio de exames  que elas possuíam uma mutação que bloqueava a produção de Lanosterol.  A partir daí, os cientistas chegaram a conclusão que o esteroide poderia ter um papel importante no aparecimento da doença, e começaram as pesquisas através de experiências em animais.Os resultados foram positivos e demonstraram uma diminuição significativa no tamanho da catarata.

O funcionamento do esteroide ainda não está muito claro para os estudiosos, mas eles acreditam que ele evite o acúmulo de proteínas.

Ainda que falte maiores comprovações de sua eficiência, sem dúvida já sinaliza avanços e uma esperança para quem sofre da doença.