Conforme divulgado pela Agência Espacial Americana (NASA), quinta-feira (2), observações do espaço, feitas pelo telescópio espacial Hubble, sugerem que a expansão do universo ocorre de forma mais rápida do que eles haviam deduzido. De acordo com o cientista Adam Riess, líder do estudo e Prêmio Nobel, a descoberta poderá ajudar a astronomia a compreender os enigmáticos elementos que compõem 95% do cosmos, entre eles a energia escura, matéria escura e outras propriedades. 

A NASA comenta a empolgante descoberta, ao ressaltar o fato de a redefinição da atual taxa de expansão do universo, agora, detectada com maior precisão, reduzir a margem de erro para apenas 2,4% (a agência não informou a margem de erro anterior). “A equipe elaborou técnicas inovadoras que melhoraram a precisão das medições”, fala Riess, ao salientar que os resultados serão publicados na próxima edição da revista The Astrophysical Journal.

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Além de procurar por galáxias, no intuito de calcular a expansão do espaço, astrônomos concentraram as atenções nas supernovas tipo Ia, considerada sub-categoria das estrelas variáveis cataclísmicas, resultado de uma violenta explosão de uma estrela anã branca, brilhante o suficiente para ser observada a longas distâncias. Segundo a agência, ela constatou a luminosidade de diversos tipos de estrelas em 19 galáxias diferentes, medindo com precisão o brilho e a distância das mesmas.

Também mensurou as mesmas características em 300 supernovas do tipo Ia, em galáxias diferentes.

“A equipe comparou essas distâncias com a expansão do espaço medida pelo alongamento de luz das galáxias se afastando. Eles usaram estes dois valores para calcular o quão rápido o universo se expande, conhecido como constante de Hubble”, escreve a NASA.

Conflito de informações

De acordo com pesquisadores envolvidos no projeto, as medições atuais divergem das feitas sobre a aceleração do universo após o Big Bang. Dados da Agência Espacial Europeia e da NASA destacam que a expansão inicial é de 5% a 9% inferior a constante de Hubble, e os cientistas não sabem precisar o motivo da anomalia. Contudo, Riess compara esse tipo de pesquisa à construção de uma ponte. “Você começa em duas extremidades, e espera encontrar no meio da ponte a distância correta até os dois pontos.

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Mas, agora, as extremidades não são iguais, e nós queremos saber porquê”, conclui.