Embora os astrônomos saibam que é possível existir vida em sistemas planetários compostos por estrelas semelhantes ao nosso Sol, classificadas de anãs-amarelas, outras estrelas, amplamente comuns no universo, conhecidas como anãs-vermelhas, também chamadas de M-anãs, recentemente foram consideradas fortes candidatas a terem planetas com potencial de vida próximos a elas.

Conforme noticiado na mídia especializada norte-americana, no sábado (25), devido a baixa intensidade do brilho desses corpos celestes, seria fácil para os astrônomos notarem o trânsito de um plante à frente deles.

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No entanto, apesar dos pesquisadores acreditarem que planetas próximos às anãs-vermelhas possam conter água líquida na superfície, e até mesmo vida, caso estejam na zona habitável – nem muito quente, nem muito frio -, a dificuldade em identificar essas regiões nesse tipo de estrela dificulta a observação desses promissores exoplanetas.

Até o momento eles desconhecem a distância ideal que esses astros devem ter de uma estrela M-anã para a água líquida fluir na superfície.

Para o cientista da Agência Espacial Americana (NASA), Ravi Kumar Kopparapu, mesmo que alguns astros demonstrem as características necessárias para haver vida, o fato de os exoplanetas apresentarem um lado voltado para a anã-vermelha, da mesma forma como acontece com a lua em relação a Terra, pode ser indicativo de impedimento à evolução. “O lado voltado para a estrela-mãe poderia ser extremamente quente, enquanto que o outro lado seria muito frio”, avaliou.

Kopparapu ressaltou a necessidade de mais pesquisas sobre os planetas que orbitam as anãs-vermelhas.  Segundo ele, no próximo ano um suposto satélite chamado Tess será lançado pela agência com objetivo de analisar esses astros.

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“Tess também servirá como um guia para o Telescópio Espacial James Webb em 2018. Este último, aliás, oferecerá imagens de alta resolução e dados que podem ajudar os cientistas a lançar luz sobre os gases atmosféricos de um planeta que orbita uma estrela M-anã”, revelou.

O pesquisador também acrescentou que as informações fornecidas pelo futuro telescópio espacial poderão apontar detalhes sobre a temperatura dos exoplanetas e outras características necessárias para gerar vida.