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Pode até parecer uma contradição, mas ao invés de aquecimento global, alguns cientistas afirmam que a Terra estaria prestes a entrar em uma nova era glacial, apresentando temperaturas baixas. E o culpado disso seria o próprio Sol.

Os cientistas podem detectar a intensidade da atividade do Sol através da visualização das chamadas manchas solares, que surgem periodicamente em sua superfície.

Estas manchas variam em número, de acordo com períodos mais e menos intensos de atividade estelar (a essa oscilação de máxima e mínima atividade dá-se o nome de Ciclo Solar, com duração aproximada de 11 anos entre cada alternância).

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As manchas são regiões na superfície solar com temperaturas mais baixas, por isso parecem ser "pontos escuros", e quanto maior a sua quantidade, maior é a atividade do Sol.

Manchas ausentes

As manchas podem surgir isoladamente ou em grupos, e, atualmente, o Sol está no chamado Ciclo 24. O que mais intriga os cientistas é que a atual fase está apresentando uma atividade muito baixa. Na verdade, este é o ciclo mais "silencioso" dos últimos 100 anos, no qual já foram registrados alguns dias sem qualquer mancha visível.

A imagem que ilustra esta reportagem, por exemplo, é desta segunda-feira (27), e não é possível ver qualquer mancha solar.

Paul Dorian, meteorologista do site Vencore Weather, afirmou que a visão de um Sol "em branco" é um sinal de que o próximo mínimo solar está se aproximando, e, portanto, haverá um número crescente de dias sem qualquer mancha solar ao longo dos próximos anos. Em uma analogia mais simples, é quase como se o Sol estivesse "se preparando para dormir um pouco".

"No início, o vazio [a falta de manchas] vai se estender por apenas alguns dias de cada vez, então ele vai continuar por semanas durante um tempo, e, finalmente, deve durar por meses no momento em que o ciclo das manchas solares atingir seu ponto mais baixo. É esperado que a próxima fase de mínimo solar aconteça por volta de 2019 ou 2020", disse Dorian.

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Previsões

Durante o período entre 1645 e 1715, as manchas solares se tornaram raras, em uma fase que ficou conhecida como "Mínimo de Maunder".

Durante o Mínimo de Maunder, a Europa passou por um período de temperaturas bem baixas. De fato, as temperaturas caíram tanto que o rio Tâmisa, em Londres, chegou a congelar. Por causa disso, alguns especialistas preveem que, muito em breve, a Terra poderia passar novamente por uma mini era do gelo, como a verificada naquele tempo. 

A professora Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, fez uma previsão no ano passado de que haverá um declínio acentuado na atividade solar entre os anos de 2020 e 2050.

Na época, Zharkova declarou que os dados de sua pesquisa poderiam ser usados e replicados por qualquer pesquisador.