Conhecido desde o século XIX como Dismorfofobia, às vezes chamado de "síndrome da feiura imaginada", o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é um distúrbio de saúde mental relacionado à imagem que o indivíduo tem do próprio corpo e é assim diagnosticado quando conduz a sofrimento significativo e/ou perturbação do funcionamento diário.

O TDC pode ser referente a qualquer parte do corpo, sobretudo nos casos femininos. No caso dos homens - quando é conhecido por vigorexia - o indivíduo sente-se magro, com pequena massa muscular e volta sua atenção para medidas que promovam a musculatura, podendo chegar ao consumo de hormônios e esteroides.

Casos extremos podem ser fatais, em razão do Comportamento exagerado do indivíduo portador.

De modo geral, existe um descontentamento com o próprio corpo para a maioria das pessoas. Por outro lado, as pressões da sociedade por padrões de beleza, às vezes, absurdos, por inatingíveis que são, aliadas aos comportamentos narcisistas característicos de selfies e instagrams refletem o desequilíbrio existente.

Há pouco tempo, a jornalista Daiana Garbin, de 34 anos, esposa de Tiago Leifert e conhecida dos telejornais, alcançou um enorme destaque nas mídias virtuais aos estrear um programa no qual revela, em vídeo, ser portadora de TDC.

Segundo ela, "o indivíduo passa a não aceitar uma parte do corpo, que pode ser a face, o nariz, o cabelo, alguma mancha ou marca, um membro do corpo (...)". E completa: "Eu acho que a mídia contribui para que as mulheres se sintam aprisionadas de alguma maneira. As revistas de moda mostram modelos extremamente magras. A moda nos faz sentir fora do padrão".

Portadores do distúrbio, quando frequentam as clínicas de cirurgia plástica, quase sempre retornam. O cirurgião plástico Marcelo Daher, em entrevista ao jornal O Globo, esclarece que "esses pacientes nunca estão satisfeitos com o resultado de um procedimento cirúrgico, pois não gostam da imagem que enxergam no espelho.

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Eles sempre vão querer mais e mais".

O tratamento para o TDC requer abordagem psicoterápica e poderá envolver farmacoterapia com antidepressivos e acompanhamento médico.

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