Você sabia que o brasileiro consome duas vezes mais sódio do que o limite máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)? Pois é, enquanto a organização aconselha a ingestão de no máximo cinco gramas por dia, a média nacional é de 12 gramas diárias. Esse dado é muito preocupante, pois o consumo exagerado do sal pode atrapalhar muito a saúde das pessoas. O excesso desta substância, por exemplo, pode aumentar o risco de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, doenças neurológicas; e pode ainda agravar a osteoporose e acelerar o envelhecimento.

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Atualmente a busca por alimentos mais saudáveis tem levado a indústria de alimentos a rever suas formulações em relação a componentes alimentares como o sal, para não só estar em consonância com as recomendações da OMS, mas também para promover a saúde. Sabendo que, dentre os produtos lácteos, o queijo apresenta contribuição decisiva no consumo de sódio em países com diferentes níveis socioeconômicos, o pesquisador Fernando Morais Rodrigues, do Campus Paraíso do Tocantins, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), aceitou o desafio de produzir queijo Minas Frescal - um dos mais consumidos pelo brasileiro - com uma taxa bem menor de sal, sem comprometer sua aceitação pelos consumidores.

Queijo minas Frescal pronto para consumo
Queijo minas Frescal pronto para consumo

Em suas pesquisas, que hoje conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), o engenheiro de alimentos propõe o aperfeiçoamento do queijo através de uma técnica chamada Alta Pressão Hidrostática (APH), que consiste em um processo que não utiliza calor no processamento de alimentos e sim pressões elevadas, que agem positivamente nas características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais do queijo.

Sabendo que o sal é um ingrediente tecnologicamente e sensorialmente importante nos alimentos e que, quando seu teor é diminuído, características como o sabor e textura são afetadas, influenciando a aceitação do produto pelo consumidor, o pesquisador pontua que a técnica por ele utilizada apresenta vantagens em relação aos processos de produção convencionais, pois consegue preservar o sabor original do queijo, aumentar a percepção do gosto salgado, ampliar sua vida útil e ainda reduz, consideravelmente, a quantidade de sódio, garantindo um alimento muito mais saudável na mesa das pessoas.

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A pesquisa foi considerada um dos trabalhos mais relevantes apresentados no 10° Fórum de Pós-Graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), chegando a receber certificado de Menção Honrosa. O estudo faz parte da sua tese de doutorado, que está sendo realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFRRJ, em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, sob orientação do pesquisador Amauri Rosenthal.

Como a demanda por alimentos mais saudáveis vem crescendo, pesquisas como essas, que usam a tecnologia em favor da saúde, devem ganhar cada vez mais espaço daqui para a frente. Se depender de pesquisadores como o Fernando, que usam seu tempo para buscar soluções inovadoras que contribuem para a qualidade de vida das pessoas e que, ao mesmo tempo, atendem os desafios atuais relacionados à indústria de alimentos, em breve iremos comer não só um queijo frescal, mais inúmeros outros produtos mais saudáveis!

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Se interessou? Que tal então começar a acompanhar/incentivar cada vez mais pesquisas como essa e ainda exigir do Estado alimentos mais saudáveis? Isso já seria um importante passo! Uma boa notícia é que o próprio Ministério da Saúde divulgou no mês passado que vem conseguindo retirar toneladas de sódio dos produtos alimentícios brasileiros desde 2011. E não foi pouco não, quase 15 toneladas!

Veja mais noticias no Blasting News, porque comer bem faz bem!

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