O médico Sergio Canavero está planejando o primeiro Transplante vivo de cabeça humana. Para esse feito, inédito em todo o mundo, o médico e sua equipe vão usar cadáveres humanos recentes, para testarem as suas técnicas. Em princípio, está pensado que o primeiro transplante possa acontecer já no próximo ano. No entanto, o voluntário russo para essa primeira experiência não consegue convencer a namorada, que não está concordando com a cirurgia. 

Testes em cadáveres 'fescos'

A ideia está levantando alguma controvérsia, mas o neurocientista, que é também diretor do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim, está convencido que seu plano vai ter sucesso.

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Os testes passam por usar uma cabeça de um cadáver, que tenha falecido poucas horas antes, e por isso ainda tenha alguns estímulos. Depois disso, o plano será ligar a cabeça ao corpo pela medula espinhal, estimulando o sistema nervoso com impulsos elétricos ou magnéticos

Por enquanto, os testes de Canavero e sua equipe serão feitos em cadáveres humanos mas, no próximo ano, o teste será mais real, uma vez que a equipe acredita poder já realizar, com sucesso, o transplante. 

O trabalho dessa equipe está sendo comparado com o trabalho feito com a história de ficção 'Frankenstein', usando também os estímulos elétricos ou magnéticos para reanimar os nervos do corpo. 

Na verdade, para mostrar seu plano, o doutor Canavero mostrou sua experiência recente com um cão, que tinha ficado paralisado, depois de lesionar a medula espinhal e, com esses estímulos elétricos, ele voltou a caminhar.

Os médicos estão acreditando que o mesmo processo pode resultar com humanos, em casos de paralisia ou em transplante de cabeça.

Namorada de voluntário está contra cirurgia

O russo Valery Spiridonov se voluntariou para receber o primeiro transplante de cabeça. O homem sofre de uma desordem genética, que faz com que esteja em uma cadeira de rodas e não tenha qualquer movimento corporal, precisando de ajuda para tudo. Em dependência física, mas mentalmente muito capaz, o homem aceitou o desafio de ter sua cabeça decapitada e colocada em um corpo de um outro homem. Se a cirurgia resultar, o homem teria finalmente sua independência e não precisaria mais de ter alguém para fazer todas as suas coisas. Uma oportunidade que Valery acredita valer a pena arriscar.

Apesar de sua decisão, a namorada está contra a cirurgia, o que pode corromper todo o processo.

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Valery disse que a namorada o tem apoiado em tudo e que o ajuda muito, mas está dizendo que ele não precisa de mudar, que ela gosta dele como ele é, não aceitando sua vontade em aceitar a cirurgia experimental.