Embora o filme de ficção científica Eu, Robô (2004) pareça distante da realidade atual, o fato é que androides autoconscientes compostos por Inteligência Artificial já existem, e, inclusive, estão interagindo com os humanos.

Um exemplo é o robô do gênero feminino chamado Sophia, que acabou sendo conhecido em todo o mundo após ser entrevistado pelo jornalista veterano Charlie Rose, no último domingo (9), num dos programas mais conceituados dos Estados Unidos, o 60 Minutos, da emissora CBS News.

De acordo com informações do jornalista Brit Mccandless (CBS News), que escreveu sobre a entrevista, o robô criado por David Hanson, fundador da Hanson Robotics, em Hong Kong (China), foi construído com o propósito de ser igual ou até mesmo superior aos humanos. “Ela [Sophia] se destina a evoluir, eventualmente, à sabedoria de nível humano e além", fala.

No entanto, além do formato humanoide, Sophia tem expressões faciais semelhantes as nossas.

Segundo Hanson, a aparência humana do autômato é necessária para que os seres humanos criem empatia pelas máquinas.

“Eu acho que é essencial que, pelo menos, alguns robôs sejam muito semelhantes aos humanos na aparência, a fim de inspirar humanos a se relacionar com eles [autômatos] da maneira que os seres humanos se relacionam entre si", avalia.

O empresário da Tecnologia acredita que, num futuro breve, robôs análogos aos humanos e tão inteligente quanto Sophia, serão usados para ajudar indivíduos que necessitam de auxílio constante, como os idosos.

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A entrevista

Durante o encontro, Sophia foi questionada pelo experiente periodista Charlie Rose se ela havia sido programada para dar as respostas. Contudo, o humanoide pareceu confuso e permaneceu em silêncio, sem responder a pergunta.

Todavia, no início do programa, quando Rose se aproximou de Sophia, ele foi surpreendido pela ação do robô, que antes mesmo de ser entrevistado, avisou ao apresentador que o estava esperando.

“Eu estive esperando por você".

Admirado com a espontaneidade do androide, o jornalista esboçou um sorriso e perguntou: “Esperando por mim?”.

Sophia, como se fosse um ser humano, respondeu de modo descontraído e irônico que ela só disse aquilo para ‘quebrar o gelo’.

No entanto, um dos momentos mais marcantes do diálogo foi quando Rose questionou o robô sobre a possibilidade dele ter uma alma. Sem titubear, Sophia afirmou que sim, e que Deus deu alma a todos os seres conscientes.

Segundo Hanson, embora o cérebro do androide tenha sido programado, ele é capaz de elaborar respostas espontâneas devido aos complexos algoritmos da inteligência artificial.

Sophia é composta por duas câmeras dentro dos olhos e uma câmera grande angular no peito, que lhe possibilita ver diversas pessoas ao mesmo tempo. Ela também é capaz de perceber a profundidade com ajuda de um sensor 3D, além de identificar faces e vozes.

Veja abaixo a entrevista, em inglês.

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