Depois de o robô Sophia impressionar milhares de indivíduos ao elaborar respostas complexas durante uma entrevista no último domingo (9), no programa 60 Minutos, da emissora norte-americana CBS News, um novo humanoide, chamado Kengoro, capaz de suar como os seres humanos, é o primeiro autômato do planeta a imitar a reação orgânica de uma pessoa durante a prática de exercícios.

Desenvolvido por cientistas da Universidade de Tóquio (Japão), Kendoro foi exibido ao mundo nesta semana, durante um evento tecnológico em Daejeon (Coreia do Sul).

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De acordo com o periódico britânico Daily Mirror, edição de sexta-feira (14), da mesma forma como nós transpiramos durante a prática de atividades físicas para que a temperatura do organismo se mantenha equilibrada, as máquinas também geram calor quando realizam esses exercícios, e esse aumento da temperatura, segundo os estudiosos, prejudica o desempenho dos robôs.

Embora os autômatos não sintam a fadiga do mesmo jeito que nós, eles também podem entrar em pane quando há superaquecimento em suas peças. No caso dos humanoides, até mesmo para realizar a simples ação de caminhar, os motores podem ser avariados devido ao aquecimento interno.

Contudo, cientistas japoneses mostraram que Kengoro também pode controlar a temperatura interna de seu organismo artificial por meio da sudorese, como nós, humanos.

Com objetivo de comprovar que o autômato é capaz de suar e se manter intacto, os estudiosos programaram Kengoro para fazer flexões durante 11 minutos - sem queimar os motores -, fato inédito até o momento.

Entretanto, para que ele transpire sem danificar as peças, cientistas explicaram como o sistema de resfriamento funciona. Segundo eles, a água passa pelos ossos porosos feitos de alumínio para, em seguida, resfriar os motores do androide, da mesma forma como o suor esfria o corpo aquecido do ser humano.

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Conforme o cientista Toyotaka Kozuki, um dos envolvidos na elaboração de Kengoro, a estrutura metálica do humanoide, feita de alumínio, utiliza uma técnica chamada de sinterização a laser, semelhante à impressão 3D.

Essa estrutura, avalia Kozuki, gera ‘ossos’ porosos que pode reter a água e também é capaz de deixá-la escoar até se evaporar, quando o robô se aquece.

O pesquisador salienta que a técnica empregada no humanoide necessita de apenas um copo de água para que ele funcione por até 12 horas.

No entanto, o estudioso adverte sobre a necessidade de manter a máquina hidratada para que o resfriamento seja mais eficaz.

Porém, se o robô estiver no deserto, por exemplo, com apenas um copo do líquido ele pode andar por 12 horas até encontrar água.

No entendimento do japonês, o novo método de resfriamento é mais contundente em comparação à antiga técnica de arrefecimento do ar.

Apesar dos cientistas não comentarem sobre a possibilidade de num futuro breve as máquinas humanoides serem usadas em campos de batalha, é fácil imaginar que todo esse interesse no aprimoramento robótico tem objetivo bélico.

Abaixo, veja Kengoro em ‘ação’.