Segundo resultados de pesquisas recentes, o cromossomo Y, presente apenas no material genético da espécie masculina, pode desvanecer totalmente em um futuro não muito distante, o que pode representar o desaparecimento dos homens da face da Terra.

Os estudos foram divulgados pelo biólogo evolucionista Mark Pagel, em um artigo escrito para a BBC. No mesmo, o estudioso aponta que antepassados do sexo masculino possuíam em torno de 1.400 genes, número muito superior a carga transportada pela espécie atualmente, que hoje é de no máximo 27.

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Já as mulheres apresentam aproximadamente mil.

Mesmo o cromossomo Y detendo poucos genes funcionais, ele é bastante vigoroso e resistente, além de ser o responsável por determinar o desenvolvimento dos órgãos sexuais da espécie masculina.

Os cromossomos estão localizados na parte nuclear das células, marcando presença com 23 pares em cada ser humano, mas apenas um destes, o par X e Y, determina o sexo do embrião.

A espécie feminina possui dois cromossomos X (o par XX) e a masculina é portadora de um cromossomo X e outro Y. Assim, a doação por parte do homem é fundamental para decretar o sexo do feto, pois a mãe irá, em todos os casos, doar o X, então se o homem também doar o X, o sexo resultante será o feminino, e se for o Y, será do sexo masculino.

Segundo a pesquisa, o cromossomo Y começou a evoluir de maneira muito acelerada em relação ao X, o que fez com que ocorresse a perda de genes, podendo resultar inclusive em seu desaparecimento completo, o que seria consequentemente, o fim dos homens no espaço terrestre.

Caso isso realmente venha a acontecer, a partenogênese, também chamada de nascimentos virginais, que consiste em um modo de reprodução assexual, pode ser uma alternativa.

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Nesse processo ocorre o desenvolvimento de um embrião a começar de uma célula feminina que, anteriormente, acabou não sendo fertilizada. No reino animal esse tipo de reprodução acontece entre os anfíbios, os insetos, algumas aves, répteis, e até mesmo entre tubarões.