O câncer ocupa a segunda posição entre as doenças que mais matam no Brasil. Trata-se de uma doença crônico-degenerativa causada pelo crescimento acelerado de células anormais que invadem tecidos e órgãos.

A patologia do câncer é distinguida entre tumores benignos e malignos. O tumor benigno não se prolifera e nem se espalha, apenas fica confinado no local de origem. No caso do tumor maligno, este sendo o câncer propriamente dito, é capaz de invadir tanto o tecido normal circunvizinho como se espalhar pelo corpo através do sistema circulatório ou linfático (metástases).

As causas do câncer são diversas e são determinadas por fatores internos e externos, que se inter-relacionam.

As causas externas referem-se ao meio ambiente e a hábitos e costumes da sociedade, já as causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e ligadas à capacidade de defesa imunológica. Esses tumores são classificados de acordo com a gênese de suas células. Os três grupos principais são carcinomas, sarcomas e leucemias ou linfomas.

Os tumores benignos podem ser removidos cirurgicamente no local de origem, sem causar danos à saúde do indivíduo, por outro lado os tumores malignos são resistentes à intervenção local, por isso, são mais severos. Os três tratamentos classicamente adotados contra o câncer são a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia (remoção do tecido lesado e seus arredores), que apresentam inúmeras desvantagens, como por exemplo, a desfiguração do paciente, com prejuízos à sua autoestima, inúmeros efeitos colaterais (quimioterapia e radioterapia), além de uma perspectiva de cura nem sempre eficaz.

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Novos tratamentos estão sendo empregados na cura do câncer

As drogas inteligentes são capazes de agir nas células cancerígenas sem causar maiores danos às células normais e oferecem efeitos colaterais menos rigorosos. A terapia-alvo atua de maneira diferente, mas todas alteram o crescimento das células anormais e bloqueiam sua disseminação pelos tecidos e órgãos.

As drogas inteligentes ou também chamadas de drogas-alvo, são agentes moleculares que possuem a capacidade de impedir a sequência dos eventos que levam à divisão e multiplicação do tumor, sem afetar as células normais do organismo. Classificam-se as drogas-alvo por meio de sua estrutura química e o mecanismo de ação na superfície ou no interior da célula. Entre elas estão os anticorpos monoclonais, os bloqueadores de tirosina quinase e inibidores de angiogênese. Apesar de não serem drogas-alvo, os marcadores tumorais são macromoléculas que, quando superexpressam, podem indicar a presença de uma neoplasia.

Um exemplo de anticorpo monoclonal é a droga Rituximabe, essa droga reconhece e se liga à membrana plasmática das células tumorais e as impedem de enviar sinais para a multiplicação celular.

A enzima tirosina quinase se encontra no interior das células tumorais responsável pela multiplicação das células cancerígenas.A droga alvo como o Mesilato de Imatinibe bloqueia a ação dessa enzima. Alguns tipos de câncer atraem novos vasos sanguíneos para seu interior e promovem a neovascularização. As drogas que se destacam por serem inibidoras de angiogênese são a Bevacizumabe e Transtuzumabe, ambos anticorpos monoclonais que diminuem e previnem a formação de novos vasos tumorais.

O câncer caracteriza-se por uma doença com alto índice de mortalidade mundial e que a predisposição para essa doença é composta por vários fatores internos e externos ligados ao indivíduo. Assim, é necessário o aprofundamento nos estudos sobre as causas, o desenvolvimento, o tratamento, prevenção, diagnóstico precoce e principalmente a cura do câncer.

Diante disso, os avanços no tratamento dos diferentes tipos de cânceres, por meio da terapia-alvo são de grande valia, uma vez que essas drogas atuam somente nas células cancerígenas e não prejudicam as células sadias além de minimizaremos efeitos colaterais causados em terapias convencionais.