Essa semana a notícia [VIDEO] de uma pesquisa inovadora trouxe esperança de que a cura para o HIV esteja mais perto do que o mundo imagina. Isso porque pesquisadores da Temple University, na Filadélfia, Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez eliminar o vírus do corpo de seres vivos. O experimento pioneiro conseguiu fazer com que camundongos infectados por células humanas contaminadas ficassem totalmente livres do HIV. A ideia foi colocada em prática pelo grupo de pesquisadores da Lewis Katz Shool of Medicine, conhecido como LKSOM que faz parte da instituição de ensino.

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O trabalho foi realizado com a participação de outros cientistas da Universidade de Pittsburgh, e conseguiu alcançar um resultado inovador. Para realizar a façanha os pesquisadores usaram uma nova tecnologia genética para selecionar as células infectadas pelo vírus.

A edição de genes ficou conhecida como CRISPR/Cas 9, e conseguiu suprimir totalmente o HIV-1 do corpo dos camundongos utilizados na pesquisa.

O responsável e organizador do grupo é o professor e doutor Wenhui Hu, MD, PhD, que faz parte do Centro de Estudos e Pesquisa em Doenças Metabólicas do Departamento de Patologia da Universidade. Além dele, o extenso trabalho teve participação de pelo menos outros três professores da universidade que também se dedicam integralmente a encontrar uma solução para a infecção pelo HIV. São eles Kamel Khalili, Ph.D, Laura H Carnell que trabalha com neurociências, e por último e não menos importante Won-Bin Young PhD também doutor pela instituição.

Apesar de hoje a AIDS ser uma doença extremamente conhecida, e controlada pelas medicações antiretrovirais ela ainda é responsável pela morte de milhões de pessoas anualmente no mundo.

O Brasil o primeiro e um dos únicos países a distribuir o coquetel gratuitamente é referência no tratamento e no manejo dos pacientes portadores do vírus.

Apesar de os pacientes terem alcançado uma sobrevida alta com o controle da doença, ser portador do HIV ainda significa ter que lidar com o estigma que a doença carrega apesar dos esclarecimentos que são feitos. Isso porque no início dos anos 90 a ideia de uma patologia que não tivesse cura, e a morte de inúmeras pessoas por causa dela, fizeram com que o mundo tivesse medo do que estava enfrentando. Desde lá muitas coisas mudaram, dentre elas a possibilidade de se levar uma vida completamente normal, se a doença estiver bem controlada.

No entanto, é preciso lembrar que em muitos países subdesenvolvidos, sobretudo na África, aonde a medicação não chega, a população ainda sofre e morre com a doença. É por isso que uma descoberta como essa vem para dar uma luz no fim do túnel a uma possibilidade real de que a cura esteja perto. O próximo passo é repetir o experimento em primatas, já que neles o HIV é capaz de provocar a doença neles. A ideia é que até 2020 testes possam começar a serem feitos em humanos.