Os homens normalmente se preocupam muito com o seu desempenho sexual. Desse modo, se cobram e vivem achando que falta sempre se empenhar mais na hora H, para poder satisfazer uma mulher. Agora, o problema é quando essa preocupação se torna excessiva e prejudicial.

O uso de remédios estimulantes sexuais é uma das opções que os homens encontram para tentar resolver seus probleminhas de desempenho. Agora, o problema mesmo surge quando o uso excessivo desse tipo de medição, se torna, além de um vício, um grande risco para a saúde do usuário.

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Principais perigos

Segundo o sexólogo João Borzino, o uso indiscriminado dos estimulantes sexuais é muito perigoso e pode, até mesmo, levar o usuário à morte. Isso é algo que pode acontecer, em especial aos homens que não possuem um bom preparo físico ou que sejam mais velhos, pois podem vir a ter problemas cardíacos referentes ao uso desses medicamentos.

Outro problema muito comum que pode ocorrer com esse uso incorreto dos estimulantes, é o chamado ‘priapismo’ – condição onde o órgão sexual masculino mantém a ereção por um longo tempo – problema esse que, se permanecer por mais de uma hora, precisa de atendimento médico.

Se esse problema persistir por muito tempo, o órgão sexual do Homem pode ficar sem oxigênio, pode vir a necrosar e, posteriormente, pode ser necessário que ele seja removido cirurgicamente.

O uso indiscriminado de medicamentos estimulantes é muito comum. Só em São Paulo, por exemplo, de acordo com estatísticas levantadas pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, 1 a cada 5 homens usa esse tipo de medicação de maneira incorreta.

Como o remédio funciona

Os remédios estimulantes sexuais devem ser usados apenas por homens em estados específicos, especialmente que estejam com dificuldades de dilatações das artérias do pênis.

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Na verdade, a medicação mesmo não causa o estímulo, pelo contrário, ela precisa de estímulo para surtir efeito. A droga não aumenta a libido do homem, como muitos pensam, pois só funciona se houver desejo.

Ou seja, se o homem for saudável e conseguir ter ereção normalmente, de nada vai adiantar tomar a medicação, pois ela não vai deixar o seu órgão sexual mais rígido ou vai fazer com que ele sinta mais desejo, segundo o que afirmou o Dr. João.

A mente do homem que usa estimulantes indiscriminadamente funciona da seguinte forma: ele começa pensando que teve um melhor desempenho por causa do medicamento, depois passa a se sentir mais confiante apenas quando o utiliza, ficando, assim, depende da droga.

O usuário perde o medo de falhar na hora H e isso faz com que ele tenha melhores relações sexuais, coisa que a sua mente o faz acreditar que ocorra por conta do consumo do remédio.

A dependência química faz com que o homem busque cada vez mais os estimulantes, o que, na opinião do especialista, ocorre por conta de uma má educação sexual que o homem possa ter recebido anteriormente. E para acabar com tal problema, é preciso que o paciente deixe de se preocupar tanto com o que a mulher pensa em relação a ele durante o sexo.

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É preciso que ele busque relaxar e curta o momento, para, assim, perceber que, no final das contas, ele não precisa de medicamentos para ter momentos de prazer inesquecíveis.