Muito a contragosto seu, claro, o brasileiro vem se tornando nos últimos anos um especialista em doenças transmitidas por insetos. Como se não bastassem as tradicionais Dengue e Febre Amarela (esta última experimentou uma explosão de casos recentemente e a outra continua com um número absurdamente alto de casos), os brasileiros aprenderam a temer a Chikugunya (ou Chicugunha) e a Zika. Bom, agora, uma doença transmitida por aracnídeos (mais precisamente, carrapatos) em vez de insetos, como os mosquitos transmissores das doenças citadas antes, é que vem atraindo atenção como uma ameaça à saúde pública.

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Trata-se da febre maculosa, uma velha conhecida com vários casos registrados recentemente. A doença é transmitida pelo Amblyomma Cajennense, conhecido pelo nome de carrapato-estrela e outros nomes populares como "Carrapato Rodolego" e "Micuim", contaminado pela bactéria Rickettsia Rickettsii.

A doença, portanto, não é transmitida de pessoa a pessoa. Embora não haja vacina para essa enfermidade, ela pode ser curada com o uso de antibióticos específicos nos primeiros dias da doença. Sem tratamento adequado, porém, a Febre maculosa brasileira é mortal. A doença permanece incubada por um período de entre dois dias e duas semanas antes de seus sintomas aparecerem - geralmente, os sintomas manifestam-se sete dias depois de ocorrer a contaminação. Entre os principais destes sintomas estão manchas avermelhadas (máculas) distribuídas pelo corpo (especialmente nas mãos e nos pés) que podem dar origem a hemorragias se a doença não for tratada, febre alta, dores de cabeça e dores musculares. É preciso ressaltar: a demora no diagnóstico e no tratamento da doença pode ser mortal. Além disso, a doença possui características comuns a outras infecções e pode ser confundida com elas.

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Entre os estados em que já foram registrados casos recentes da doença estão todos da região Sudeste, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de Pernambuco e Bahia, Paraná e Pará. Evitar contato com os carrapatos, que têm aves domésticas, cachorros e capivaras como alguns de seus principais hospedeiros, é uma medida importante para prevenir a contaminação. Às pessoas que estão em área de incidência dos carrapatos, recomenda-se o uso de roupas claras, que facilitam a tarefa de enxergá-los, que a cada três horas verifiquem se não há carrapatos em seus corpos (o carrapato precisa ficar fixado no corpo da pessoa por pelo menos quatro horas para conseguir transmitir a doença) e que busquem ajuda médica imediatamente se houver suspeita da doença. Outra recomendação é a de colocar a barra das calças dentro das meias e calçar botas de cano alto.