A Mulher quando está bem informada sobre o que é melhor para ela e seu bebê, busca um profissional que vem de encontro com suas expectativas e que tem uma visão humanizada da assistência ao parto.

Muitas vezes o obstetra que acompanha a gestante não deixa claro esta questão e toma para ele (a) esse poder de decisão não permitindo que a grávida exponha seus desejos e opiniões sobre o tipo de parto, local, assistência, etc....

Esse tipo de postura dificulta o relacionamento médico/paciente e faz com que a mulher acredite que essa decisão não seja dela, não se “empodere” e desista do seu parto ainda no pré-natal.

Hoje, graças a internet essa “ignorância” da gestante está cada vez menor e com o aumento de ações do governo contra a máfia das cesáreas as mulheres tem o poder de decidir como quer seu parto, hospitalar natural, hospitalar normal ou até mesmo domiciliar.

Há vários fatores a se considerar durante todo o pré-natal e na hora do parto, mas a decisão, na maioria das vezes é da mulher, exceto casos de risco de morte para mãe e/ou bebê onde o médico deve dizer o que é melhor para o caso, fazer uma cesárea, acelerar ou induzir o parto, mas sempre informando e decidindo com a gestante.

Infelizmente ainda existe muita resistência por parte da classe médica onde alguns acham que o parto é um ato médico e a mulher é somente a espectadora e não a coadjuvante. Se baseiam em crenças e práticas ultrapassadas e não em evidências científicas, em alguns casos são movidos pelo medo de dar algo errado e resolvem marcar uma cesariana onde o risco é controlado e também pelo comodismo de poder ser marcada com antecedência, facilitando o agendamento de consultas e organização de sua rotina de atendimentos.

Para deixar claro, cesárea não é um tipo de parto e sim uma cirurgia de extração fetal que deveria ser feita em emergências, mas que por conta da comodidade é usada como prática há muitos anos e no Brasil há uma taxa muito além do aceitável pela OMS segundo esta pesquisa.

Este movimento de conscientização do atendimento humanizado ao parto vem crescendo fazendo com que as gestantes possam ter uma experiência gratificante do seu parto trazendo muitos benefícios no puerpério, diminuindo as chances de uma depressão pós-parto, dificuldades na amamentação, fazendo com que tenha uma recuperação mais rápida para que possa se adaptar mais fácil à nova rotina e possa voltar às atividades do dia a dia.