Infelizmente, a AIDS, causada pelo vírus HIV [VIDEO], ainda é um tabu na sociedade brasileira. Atualmente, quase 900 mil brasileiros vivem com o vírus no organismo, fora os casos ainda não descritos ou desconhecidos pela comunidade de saúde nacional. De toda forma, HIV não é, atualmente, algo que mata, mas sim sua síndrome que pode ser controlada via medicamento. Entretanto, encontrar alguma proteína ou componente biológico/químico que seja capaz de anular o efeito nas células e destruir o vírus é algo importante e deve ser avaliado com cuidado.

Um doutorando da Universidade de São Paulo (USP), em pesquisas realizadas nos laboratórios de ciências compartilhadas da instituição, fez a descoberta da proteína "Pulchellina", a qual é capaz de, até o presente momento, combater as células que possuem o vírus HIV, sem machucar as outras células brancas saudáveis do organismo.

Obviamente, o conhecimento ainda é primitivo, mas abre asas para um novo modelo de pesquisa.

Nos testes efetivados, a proteína, quando conectada ao anticorpo que identifica o vírus, ataca apenas as células que estão doentes, deixando intactos os outros glóbulos brancos que normalmente são afetados. Na ciência atual, é exatamente o fato de as proteínas da possível cura atacarem todas as células, e não só as machucadas, que faz com que não se tenha êxito na descoberta.

Durante a avaliação do modo de agir da proteína com o anticorpo, entendeu-se que, quando ligadas, a estrutura proteica gerada pela conexão foi guiada para dentro dos glóbulos pelos sinais químicos e conexão de membranas, infectando-as e gerando toxinas que matam a célula machucada. Assim, o sangue conseguiria ser liberado da proteína.

Mohammad Sadraeian foi o aluno de doutorado que descobriu a ação da proteína com o anticorpo. Ele participa do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), que possui parceria com o laboratório específico para o desenvolvimento de pesquisas com HIV, no Health Sciences Center da Louisiana State University (EUA). Logo, a descoberta envolve tanto pesquisadores brasileiros quanto americanos.

O orientador do doutorando, professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, confirmou a descoberta e acredita na possibilidade de mais pesquisas com êxitos maiores futuramente. Agora, resta aguardar os próximos passos e torcer para uma descoberta histórica que auxiliará quase 70 milhões de pessoas.