Não há expectativa maior do que a dos pais quanto à chegada de um bebê. Principalmente da mãe, que o carrega em seu ventre por nove meses, fazendo planos, imaginando o que seu filho ou filha será quando crescer.

Quando se recebe o diagnóstico de autismo o mundo parece desabar, todos os planos vão por água abaixo naquele momento. A partir desse instante, cada pequeno progresso conseguido pela criança, que para outras mães nem sempre é notado, para mãe de autista torna-se uma vitória muito comemorada.

Uma pesquisa feita por especialistas em autismo mostra que uma em cada duas crianças nascidas em 2025 terá autismo. Realmente é assustador.

Os casos de autismo vêm crescendo muito. Se compararmos 1980 que teve 1 caso a cada 10 mil, em 2015, é 1 a cada 45, veremos que a pesquisa acima se aproxima muito de se tornar realidade.

Essa evolução na quantidade de casos talvez se dê em parte pela melhora nos mecanismos de identificação do autismo. Casos que anteriormente não eram identificados agora são. Mesmo assim, hoje em dia, os médicos demoram a dar o diagnóstico de autismo.

Não existe um exame 100% seguro para tal avaliação. Para uma conclusão mais segura são observados padrões de comportamentos, como a demora em falar, em andar e na coordenação motora. Muitos pais se recusam a aceitar que seu filho seja autista. Essa recusa atrasa o inicio das terapias que ajudam a melhorar o desenvolvimento da criança.

Recentemente, a Associação Americana de Psiquiatria incluiu em um único diagnóstico, o TEA (Transtornos do Espectro Autista), vários transtornos mentais como autismo, transtorno autista, Síndrome de Asperger, entre outros, sendo esse último considerado a forma mais branda de autismo.

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Para facilitar o diagnóstico, os pacientes foram divididos em graus de comprometimento.

As causas do autismo continuam indefinidas. Acredita-se que a carga genética seja responsável por 50% [VIDEO], e os outros 50% por fatores externos e ambientais. Entre esses fatores estão as complicações na gestação, infecções virais e contaminação com mercúrio.

Outro fator considerado é a idade da mãe ao engravidar. Já se estabeleceu que a idade materna acima de 40 anos causa o nascimento de crianças com síndromes, como a Síndrome de Down, e o autismo pode ser incluído nessa regra. O nascimento de bebês prematuros possibilita o aparecimento do autismo.

Aprenda a identificar o autismo

Umas pistas para saber se o filho tem autismo está na dificuldade de brincar de faz de conta por falta do neurônio espelho, dificuldade em falar se comunicando com gestos, e dificuldade em interagir. Um autista pode, por exemplo, fazer rimas desconexas, ou ficar repetindo a mesma coisa sem dar um sentido, o que é chamado de ecolalia.

Vejas outros indícios:

  • Movimentos intensos e repetidos com o corpo, ou um carinho muito grande por um objeto.
  • Dificuldade em fixar a visão em alguma coisa ou em alguém.
  • A sensibilidade do autista em um ou mais dos 5 sentidos pode ser maior em uns do que em outros. Isso pode fazer com que coisas que não notamos tornem-se grandes incômodos para eles.
  • Ou inversamente, podem ter a sensibilidade muito reduzida, o que os impede de sentir dor ou de sentir coisas muito quentes ou extremamente geladas.

Um dos tipos é o autismo regressivo, quando a criança parece normal até 2 anos de idade e de repente perde as habilidades que ela havia adquirido, tais como a fala e a interação social. Existem muitos sintomas que podem ajudar a identificação do autismo. Não necessariamente a criança desenvolverá todos. Cada autista é um indivíduo próprio, tendo suas características próprias.

Tratamentos e terapias para o autismo

Quanto mais cedo o autismo for identificado, mais chances da criança melhorar usando programas e terapias apropriadas.

O principal objetivo é aumentar ao máximo as habilidades de comunicação e de interação, sendo que deve ser dirigida para as necessidades individuais de cada criança. Podem ser com uso de medicação, terapia comportamental, ocupacional ou fisioterapia.

Ajuda a pessoa com autismo

Existem vários sites e associações que ajudam e informam parentes de autistas, preparando-os para entender e conviver com o autista. Muitas delas oferecem terapias para o autista, dentro de necessidades específicas. Podem ser destacadas para ajuda: ABA, Autismo e Realidade, Entendendo o Autismo, Cebria Anjinho Azul.

O importante e não fechar os olhos, tentar identificar o autismo e se for o caso, procurar ajuda o mais rápido possível.