O famoso contraceptivo de emergência, [VIDEO] conhecido também como pílula do dia seguinte, é um medicamento recomendado somente em casos onde ocorre acidentalmente o contato do sêmen como o aparelho reprodutivo feminino, como nos casos em que o preservativo falhe. Porém, seu uso está se tornando algo muito frequente e de maneira incorreta, o que pode gerar alguns problemas para o corpo da mulher.

Realmente, é um método muito eficiente quando a mulher deseja evitar uma gestação não planejada, porém, ele deve ser utilizado somente em situações emergenciais e raras, já que, além de fazer mal para o organismo, ele também pode causar a gravidez [VIDEO]ectópica.

Como acontece a gravidez fora do útero?

Chamada de gravidez ectópica. Isso é possível acontecer quando o feto se aloja em outros lugares que não seja a cavidade uterina, como nas trompas ou na região abdominal. O uso incorreto deste medicamento pode causar esse fenômeno porque uma das suas maneiras de impedir a gestação incide na diminuição dos movimentos das trompas, que são as encarregadas por levar o óvulo para o encontro dos espermatozóides e depois em direção ao útero.

Alguns sinais podem ser visíveis durante esse processo como fortes dores na região pélvica e abdominal, crescimento da barriga e sangramento. Se a paciente não buscar ajuda médica urgentemente, a condição pode gerar o rompimento da trompa onde está acomodado o embrião, causando uma grave hemorragia abdominal.

Quando o embrião começa a se desenvolver fora do útero, isso costuma provocar o rompimento das trompas e hemorragia, o que faz com que o bebê não consiga sobreviver.

Saiba como tomar a pílula do dia seguinte corretamente

O medicamento é considerado muito útil em momentos específicos, e deve ser ingerido em até 72 horas depois que o ato íntimo ocorreu sem nenhuma proteção. Se a mulher tomar a pílula do dia seguinte em até 24 horas, as chances de evitar uma gravidez indesejada são de 90% a 95%. Logicamente que, quanto mais tempo passar, maiores serão as chances do mesmo falhar.

Precisamos lembrar que o medicamento possui doses elevadíssimas de hormônios – aproximadamente 15 vezes mais do que os contraceptivos habituais, o que equivale à metade de uma cartela. Por isso, a pílula do dia seguinte só deve ser consumida em casos extremos, pois ela também costuma causar uma grande confusão hormonal no organismo feminino, além de provocar fortes cólicas, mal-estar, fadiga, dor de cabeça, sangramentos irregulares e sensibilidade nos seios.

Vale lembrar também que o medicamento não previne nenhum tipo de doenças sexualmente transmissíveis (DST), sendo assim, é importante que você esteja extremamente protegida durante o ato.