Atualmente, a Lua tem coisas melhores do que "apenas" ouro e diamantes. E não está no núcleo. Ademais, não é um material sólido precioso, como os mencionados acima. Trata-se de um isótopo não-radioativo de hélio - He3 (hélio-3), que vem com o vento solar e é absorvido pelas rochas porosas da superfície lunar.

Alguns anos atrás, um litro de hélio-3 gasoso era vendido a US$ 5.000 (R$ 16,2 mil). Consegue imaginar? Um litro de gás. Se você liquefazê-lo, torna-se 1 mililitro, uma mera gotícula (a uma temperatura de -270ºC).

E, advinhe, ninguém quer investir nessa iniciativa! Hélio-3 é usado em detectores de nêutrons nos aeroportos, para diagnósticos médicos e nos estudos científicos que requerem amostras de baixa (baixíssima) temperatura.

Além disso, pode ser usado para produzir quantidades absolutamente insanas de energia através do processo de fusão nuclear. Basta possuir a quantidade necessária.

Existem alguns planos (tanto de agências estatais quanto empresas privadas) de viajar até a Lua para extrair hélio-3 e trazê-lo até a terra. É duvidoso que algo ou alguém tenha o mesmo entusiasmo em ir tão longe por alguns poucos diamantes.

É assim que a realidade dos fatos supera até mesmo o mais maluco dos sonhos!

Sobre a (nossa) Lua

A Lua é o único corpo astronômico que orbita o planeta Terra permanentemente. É o quinto maior satélite natural do Sistema Solar e o maior em escala quando comparamos o tamanho do planeta com seu respectivo satélite. Depois de Io, uma bela e exótica lua de Júpiter, a Lua é o segundo satélite natural mais denso que conhecemos.

Estima-se que a Lua tenha se formado 4,51 bilhões de anos atrás, um pouco depois da Terra (que é até 300 milhões de anos mais velha). A explicação mais amplamente aceita é de que a Lua se formou a partir de um colossal impacto de um corpo celeste do tamanho de Marte, denominado Theia, contra a Terra.

A Lua se encontra numa rotação síncrona com a Terra, isto é, sempre exibe o mesmo lado, a mesma face para nós. No caso, o lado visível da Lua se caracteriza por uma enorme porção escura, um dia ocupada por vastas quantidades de lava vulcânica. Com o passar das eras, essa lava esfriou, dando origem a uma área escura e característica do nosso satélite. Além disso, é possível observar antigos planaltos e proeminentes crateras de impacto.

Orbita nosso planeta a uma distância média de 384.402km, ou 1,28 segundo-luz. Isso equivale a 30 vezes o diâmetro da Terra, com um tamanho aparente bem similar ao Sol visto no céu - apesar de o Sol [VIDEO] estar 400 vezes mais distante e ser muito maior. Essa coincidência incrível de tamanhos aparentes tornam os eclipses solares precisos e sempre memoráveis.

Na cultura humana, tanto sua presença absoluta no céu terrestre como seu ciclo regular de fases, visto da Terra, forneceram referências culturais e maciça influência para as sociedades e povos desde tempos imemoriais. Tais influências culturais podem ser encontradas na linguagem, nos sistemas de calendários, nas artes e na mitologia.

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