De acordo com informações disponibilizadas pelos sites Metro e The Sun, a corriqueira prática que a população do Reino Unido costuma adotar – assim como também vemos acontecer aqui no Brasil – de ceder assentos no transporte público para pessoas idosas pode resultar em uma piora na qualidade de vida dos mais velhos.

O ato pode até parecer falta de educação, mas segundo Sir Muir Gray, professor da Universidade de Oxford e conselheiro clínico da agência governamental Public Health England (Saúde Pública da Inglaterra, ou PHE), o simples fato de se manter em pé em um ônibus, por exemplo, constitui algo benéfico para as pessoas com idade avançada.

Gray disse ao The Sun que conforme envelhecemos, precisamos adotar algum tipo de atividade encorajadora, ao invés de diminuirmos os nossos esforços físicos diários. O professor ressaltou que não devemos dizer aos Idosos que eles devem "colocar os pés para cima" – no sentido de "descansarem mais" –, e acrescentou: "E pense duas vezes antes de desistir de seu assento no ônibus ou trem para [cedê-lo a] uma pessoa mais velha. Ficar em pé é um ótimo exercício para eles".

Revertendo o declínio físico

Em um artigo publicado no periódico British Medical Journal (BMJ), especialistas da Universidade de Oxford e do Center for Aging Better (algo como "Centro para o Envelhecimento Melhor" em inglês) revelaram que a prática de exercícios é tão importante e positiva que pode – de forma impressionante – reverter o declínio físico natural do organismo em até uma década, evitando assim que uma pessoa idosa passe a ter a necessidade de receber cuidados especiais precocemente.

Entretanto, para que isso ocorra, os pesquisadores das instituições britânicas escreveram que deve haver uma "mudança na mentalidade" da população em geral, e que deste modo, o maior número possível de pessoas seja capaz de gerenciar as suas atividades vitais do cotidiano, não importando a idade que possuem. Do ponto de vista dos experts, com esta modificação cultural a sociedade consideraria normal que todas as faixas etárias permanecessem ativas – mentalidade que não é adotada nos dias atuais, uma vez que a ideia em vigor é a de que apenas os jovens devem se exercitar.

Os especialistas ressaltaram ainda que os idosos devem ser "desafiados", e que a abordagem em relação à velhice precisa focar em atividades físicas, sociais e mentais, ao invés de apelar primariamente para a administração de medicamentos.