A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE). É necessário que as pessoas conheçam mais sobre a doença. A fim de esclarecê-la, vamos descrever, inicialmente, como ocorre um ataque epilético tal como acontece na prática.

A pessoa portadora de epilepsia, não importa se já foi diagnosticada ou não, pode levar uma vida normal, realizando suas atividades diárias, tais como trabalho e estudo, assim como outras pessoas. Em momentos de crise, quem observa de fora, ou seja, um terceiro que acompanha e ajuda a pessoa, por exemplo, relata as situações descritas abaixo.

Os olhos podem ficar fixos por tempo prolongado antes do ataque. Em observações de ataques constantes, percebe-se realmente que a pessoa tende a ficar com um olhar mais fixo, como se estivesse refletindo. A pupila pode dilatar ou não, o que faz os olhos, em tese, ficarem mais sensíveis à luz. Os músculos dos olhos podem se elevar, sintoma ocasionado pelo desconforto da pupila. Vale lembrar que essa característica pode ou não ocorrer em uma crise epilética, variando de pessoa para pessoa.

A pessoa pode queixar-se ou não de dor de cabeça antes do ataque, que pode vir acompanhada do sintoma dos olhos fixos.

Durante o ataque, pode ocorrer de a pessoa soltar um grito, o que normalmente ocorre se ela estiver falando no momento da crise. Isso acontece devido a uma descontinuação do comando cerebral responsável pela fala.

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Se a pessoa estiver em pé, durante a crise, tende a cair no chão e, se estiver sentada, tende a deitar-se onde estiver. Os músculos de comandos não peristálticos se contorcem, as mãos se fecham, os olhos piscam constantemente, revirando-se de modo que apenas o branco dos olhos fique visível.

A pessoa pode morder a língua devido à contorção da mandíbula, podendo ocorrer sangramento. Devido às quedas, podem aparecer escoriações e hematomas pelo corpo, como arranhões e manchas roxas.

O tempo de ataque varia muito. Pode levar alguns minutos, mas, em regra geral, quando durar mais de 30 (trinta) minutos sem que a pessoa recobre a consciência, podem ocorrer sérias consequências, segundo a LBE, prejudicando as funções cerebrais.

A reativação cerebral ocorre aos poucos para aqueles que sofrem o ataque e ficam inconscientes, desmaiados. O ataque leva a pessoa a ter lapsos de memória e sentir-se confusa. É necessário ter calma para acalmar o epilético.

Como proceder diante de um ataque epilético?

Primeiro, mantenha a calma.

Sabe-se que isso é muito difícil quando a pessoa em crise é um parente próximo, como pai, mãe, irmão, esposa ou filho. Testemunhar um ente querido em crise pode gerar aflição, pois muitos, infelizmente, pensam que o pior pode acontecer. A dica é controlar o sentimento porque, com este artigo, você pode ter uma certeza que vai ajudá-lo: o ataque vai passar, é temporário.

Então foque nisso. É temporário. No entanto, não fique estático. Ajude. Como já sabe que a pessoa pode cair, tente protegê-la, especialmente a região da cabeça, que se a pessoa bater, pode ser fatal. Uma dica é colocar um travesseiro ou algo fofo sob a cabeça e esperar o episódio passar. Depois do ocorrido, acalme o epilético e, se for o caso, leve-o para casa.