A demência [VIDEO] está se tornando uma doença muito comum e presente especialmente nas pessoas com idade avançada. Alguns estudiosos se dedicaram diariamente a pesquisas capazes de comprovar o porquê essa doença está afetando cada vez mais pessoas, e o resultado levantado por eles é realmente impressionante.

Essa doença pode apresentar alguns sintomas como o declínio cognitivo e também a perda de memória, mas um novo estudo revelou que ela também pode exibir um sinal que poucos são capazes de notar: o problema de identificar odores. O estudo foi divulgado pelo Journal of the American Geriatrics Society, e para que finalmente algumas fases fossem concluídas, pesquisadores passaram a analisar cuidadosamente cerca de 2.906 homens e mulheres entre 57 e 85 anos de idade.

Problemas em não saber distinguir cheiros x demência [VIDEO]

Durante a avaliação, eles realizaram testes que avaliaram principalmente a capacidade de identificar somente cinco odores que eram: laranja, hortelã, peixe, rosa e couro. Depois de cinco anos após o início dos testes, eles evidenciaram que, aproximadamente 4,1 das pessoas que participaram anteriormente da pesquisa realmente desenvolveram demência com o passar do tempo.

Entre os fatores avaliados pelos estudiosos, como sexo, doenças, etnia e idade, os únicos que apresentaram algum tipo de ligação com a doença foi o teste de olfato e o desempenho cognitivo dos participantes.

Olfato é indicativo de função cerebral

Eles também confirmaram que os participantes que apresentaram dificuldades em reconhecer alguns odores tinham duas vezes mais probabilidades de ter demência.

Esse risco poderia aumentar ainda mais com a quantidade de cheiros que os pesquisados não foram capazes de diferenciar.

Conforme explica o responsável pela pesquisa, o doutor Jayant M. Pinto, os sensores olfativos são um indicador da função cerebral e para que eles funcionem perfeitamente, precisamos estar com nossa saúde corporal e mental em dia. Outro estudo divulgado no Neurology, no mês de junho deste ano, descobriu que problemas olfativos são vestígios claros de Alzheimer, principalmente quando envolve à dificuldade em distinguir os aromas de limão, chiclete e gasolina.

A verdadeira intenção dos estudos citados é alertar que, qualquer tipo de alteração na capacidade de cheirar requer atenção do paciente. Por isso, é recomendado buscar um exame detalhado a fim de avaliar quais são as verdadeiras condições de saúde, pois isso pode indicar algum tipo de doença, como o Alzheimer e a demência.