De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2016 houve um aumento de 19,6% nos implantes de próteses de mama (silicone), em relação ao ano anterior. Mas mesmo com este registro de crescimento e as inovações nos procedimentos, muitas mulheres ainda têm uma série de dúvidas e receios em relação ao silicone. Confira agora, dois mitos e quatro verdades sobre o silicone:

A prótese pode camuflar diagnósticos de exames de imagem, como mamografia ou ultrassom: mito

A presença de próteses mamárias não interfere na realização dos exames para detecção de doenças mamárias. Pode-se fazer normalmente a mamografia, ultrassonografia ou ressonãncia magnética.

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Pode haver rejeição por parte do corpo: mito

Não existe “rejeição” de qualquer prótese pelo corpo humano. O que pode ocorrer é um processo infeccioso ou inflamatório ao redor da prótese e em alguns casos será necessário retirá-la temporariamente. Após o tratamento adequado e finalizado o processo infeccioso ou inflamatório, na maioria dos casos pode-se realizar uma nova cirurgia para a colocação dos implantes.

Há um risco de rompimento da prótese: verdade

Estudos atuais indicam taxas variáveis entre 1 e 5% ao longo de 10 anos, mas o fenômeno de vazamento (bleeding) tem diminuído significativamente ao longo dos anos, atualmente sendo raro, devido à melhoria constante da qualidade das próteses, que possuem atualmente géis de preenchimento e camadas de revestimento mais resistentes.

Não há idade máxima para se colocar ou trocar a prótese de silicone, desde que as condições de saúde da paciente permitam uma cirurgia segura: verdade

A idade mínima para a colocação de próteses é definida individualmente: as mamas devem ter completado totalmente sua formação e crescimento, o que se dá por volta dos 16 anos.

Pode haver diminuição da sensibilidade das mamas, geralmente parciais e reversíveis: verdade

Alguns estudos apontam que a maioria das pacientes que permaneceram com alteração da sensibilidade faria a cirurgia novamente. Isso indica que a melhoria da autoestima supera eventual alteração da sensibilidade.

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Se colocada pela via inframamária (incisão embaixo das mamas) ou pela via axilar, não haverá cortes na glândula nem nos ductos mamários: verdade

Assim não há prejuízo para amamentação e nem na produção de leite.

As informações foram fornecidas pelo cirurgião plástico, Luís Felipe Maatz.