De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, dormir bem faz toda diferença para a nossa saúde, não só ao manter o bom humor e evitar aquela dorzinha de cabeça incômoda como também em ajudar a controlar o açúcar e o metabolismo do corpo.

O estudo feito pela universidade americana ainda aponta que os brasileiros se enquadram na população dos que menos dormem no planeta, com uma média de 7 horas e 36 minutos por noite, o que pode acarretar em um impacto negativo no organismo, como, por exemplo, comer demais e bagunçar o DNA. Então, sim, aquele velho conselho que diz que Dormir Bem faz bem está correto.

Um experimento realizado em parceria entre o programa da BBC Trust Me, I'm a Doctor (Confie em mim, eu sou um Médico, em português) e a Universidade de Surrey, Inglaterra, mostrou o impacto das noites mal dormidas nas vidas dos participantes. No período de uma semana, foi pedido aos voluntários que reduzissem em uma hora o tempo de sono habitual (vale lembrar que é o sono noturno e não os cochilos durante o dia).

O que foi constatado pelos pesquisadores é que, ao diminuir uma hora nas noites de sono dos integrantes, os genes do corpo humano não exerciam suas atividades de maneira correta. Genes estes ligados às inflamações e ao Diabetes.

Quais os efeitos mentais ao não dormir bem?

Para saber as consequências mentais que noites mal dormidas trazem, foi feita uma pesquisa com o programa Trust Me, I'm a Doctor e a Universidade de Oxford com quatro voluntários que têm o hábito de dormir bem e profundamente.

Os dorminhocos foram conectados em dispositivos que monitoram o sono de maneira exata e precisa. Durante as três primeiras noites, os voluntários dormiram bem, durante oito horas seguidas, sem qualquer interrupção. No entanto, nas outras três noites seguidas, dormiram apenas durante quatro horas.

Todos os dias as pessoas tinham que gravar vídeos e preencher um questionário psicológico desenvolvido justamente para identificar qualquer alteração de humor ou mudança emocional. O resultado foi surpreendente: as emoções positivas diminuíram, sendo assim, houve um aumento no estresse, na depressão, na ansiedade e na paranoia. O sentimento de desconfiança em relação ao próximo também aumentou de maneira drástica.

Após essa pesquisa, outros 3,7 mil estudantes de várias universidades do Reino Unido relataram suas dificuldades em dormir bem. Foram divididos, então, de maneira aleatória em dois grupos: o grupo que participou de seis sessões online de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com o objetivo de melhorar o sono.

O outro grupo recebeu conselhos padrão para se ter uma boa noite de sono [VIDEO].

Depois de dez semanas, os alunos pertencentes ao grupo do TCC apresentaram uma melhora significativa na Insônia, na depressão, na ansiedade, na paranoia e até nas alucinações. Daniel Freeman, professor de psicologia clínica na Universidade de Oxford, que liderou o estudo, acredita que a privação do sono é prejudicial para o cérebro porque incentiva o pensamento negativo repetitivo. No entanto, ele não acredita que noites mal dormidas signifiquem que a pessoa terá uma doença mental, mas o risco de fato aumenta.