A atriz e comediante Márcia Cabrita faleceu aos 53 anos, na madrugada desta sexta-feira, dia 10, vítima de um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Com seu grande talento, a comediante conquistou o público na série 'Sai de Baixo', exibida pela Rede Globo de Televisão, e atuou em outros folhetins como 'Morde & Assopra', 'Pé na Cova', e atualmente teve que se afastar da novela 'Novo Mundo', justamente para cuidar do câncer.

Por conta do agravamento da doença, há mais ou menos 10 dias, a atriz estava internada no hospital Quinta D'Or, na Zona Norte do Rio, e não resistiu e veio a falecer.

O velório será no Parque da Colina, neste sábado, e posteriormente o corpo será cremado. A família não informou se o velório será aberto para os fãs.

Sobre o câncer de ovário

O câncer no ovário é consideradoo uma doença silenciosa, de difícil diagnóstico, e que se identificado tardiamente pode ser fatal.

É menos comum que o câncer de mama, mas é muito agressivo e com alta taxa de mortalidade, no qual as chances de sobrevier por até 5 anos depois de a doença ser diagnosticada, são de 15 a 20% somente.

Os médicos costumam se basear no histórico familiar para o diagnóstico, em virtude não ser uma doença com sintomas claros.

Por isso quando diagnosticado em parentes próximos, tais como, irmãs, mães ou tias, é fundamental que a mulher procure o quanto antes um oncologista, para realizar uma investigação detalhada, já que uma das causas do câncer no ovário é devido a uma alteração genética, que é passada de mãe ou pai para a filha.

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Outros sintomas devem ser considerados para o diagnóstico da doença, dentre eles estão o emagrecimento repentino, dor na barriga incessante, menstruação alterada, cansaço, falta de apetite, dor nas costas, aumento do volume abdominal, e constipação intestinal

Uma vida com hábitos não saudáveis e desregrada, com má alimentação, sedentarismo, obesidade e tabagismo, pode fazer com que a chance de desenvolver o câncer no ovário aumente.

O fato da doença não possuir características claras, e também pela falta de exames específicos, em aproximadamente 75% dos casos, a doença é descoberta em estágio avançado, o que gera poucas chances de cura.

Por isso quando a mulher perceber qualquer dos sintomas, ou serem identificados casos em sua família, é de suma importância que procure imediatamente, um médico ginecologista para a realização de exames específicos, tais como, um ultrassom transvaginal e um exame de sangue chamado CA-125, marcador tumoral que faz a análise da presença de células cancerígenas no sangue.

Hoje em dia o principal tratamento utilizado para a doença é a cirurgia, para remoção do tumor, que é realizada por um oncologista, mas um remédio foi recentemente liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e trouxe esperança para os pacientes, que é o Olaparibe (Lynparza), que vem sendo utilizado para combater o câncer no ovário e age diretamente na célula do tumor, até em casos de câncer mais avançados.

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