Todo mundo, até os menos ligados no fascinantes mundo da astronomia, com certeza absoluta já ouviu falar no Telescópio Hubble. O lançamento do artefato científico até a orbita do Planeta Terra vem mudando a visão que a humanidade possuía a respeito do espaço de modos jamais imaginados, e até mesmo nos permitiu ver vários mundos novos que, até este momento da história da exploração espacial, não estavam visíveis a olho nu e nem mesmo aos olhos dos mais potentes equipamentos a que o homem tinha acesso até então.

Por esses e outros muitos motivos, o Hubble é o telescópio que mais ajudou na exploração do cosmo até os dias atuais.

Mas esta história de glórias pode estar bem próxima de chegar a seu trágico fim. Isso porque o telescópio tem data marcada para a sua fatídica colisão com a Terra: o ano de 2030.

Essa informação catastrófica se deve ao dato de o telescópio se encontrar em uma órbita decadente, assim como quase todos os satélites e tentos outros equipamentos que estão em volta de nosso planeta. O Hubble é desviado vagarosamente em direção a Terra a cada volta que realiza em torno do planeta azul por resquícios da nossa atmosfera localizados a 58km de altitude.

Já que este desvio só pode ser detectado com o tempo, é bastante difícil obter uma estimativa concreta do que pode ocorrer até 2030, mas segundo cálculos seguros podemos esperar uma queda desenfreada até meados da década indicada. Dado o tamanho avantajado do Hubble, em vez de se desintegrar na atmosfera o telescópio deve se dividir em partes menores, atingindo assim o solo em qualquer lugar do globo.

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Apesar de tudo isso, este tipo de evento não é bem o que se pode chamar de raro. Em uma órbita decadente, o processo de queda de uma antiga estação espacial chinesa se encontra num estágio bem mais acelerado e sem volta. A estação espacial em questão deve atingir a Terra até o mês de abril de 2018.

Mas não precisa se preocupar: no caso do famoso Hubble ainda existe esperanças. Caso a NASA não consiga mandar uma missão de manutenção ao telescópio, sua órbita pode ser alterada e a troca de algumas peças também pode ser realizada. Porém o programa espacial da agencia espacial dos Estados Unidos não existe mais e seus astronautas são levados ao espaço graças as cápsulas russas Soyuz.

Por este motivo não há planos num futuro tão próximo com o objetivo de corrigir a órbita do Hubble e a raça humana pode perder em breve sua preciosa janela para o universo.