De acordo com informações divulgadas pela rede BBC e pelo Mail Online, um estudo realizado na Suécia envolvendo 3,4 milhões de cidadãos daquele país chegou à conclusão de que donos de cachorros [VIDEO] vivem por mais tempo do que os indivíduos que não os possuem. O fenômeno ocorre devido a vários fatores diferentes, e por tabela, ajuda a engrossar o coro daqueles que afirmam que os caninos são, de fato, os melhores amigos do homem.

Para chegar à conclusão que apontou a maior longevidade dos proprietários de animais [VIDEO], cientistas da Universidade de Uppsala estudaram registros nacionais de suecos com idades entre 40 e 80 anos que foram catalogados entre janeiro de 2001 e dezembro de 2012, e dividiram o número total dos analisados em dois grupos diferentes – sendo que o fator de distinção era justamente o fato de a pessoa ser ou não proprietária de um cão.

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Outro ponto que ajudou na obtenção dos resultados é que o registro da posse de caninos é obrigatório na Suécia desde 2001, o que permitiu fazer a relação entre animais de estimação e diagnósticos de doenças.

De forma surpreendente, os pesquisadores constataram que os donos de cachorros têm risco menor de morrerem por causa de doenças cardiovasculares, especialmente se o canino pertencer a alguma raça considerada de caça – como, por exemplo, golden retriever, beagle, labrador, basset e cocker spaniel, entre outros.

Isso se deve ao fato de que o animal acaba ajudando o dono a se manter ativo fisicamente, além de facilitar interações sociais e aumentar o bem-estar.

Melhorando a saúde do dono a nível microscópico

Além de influenciar na prática de atividades físicas, os cachorros desempenham um papel importante na alteração – para melhor – do chamado microbioma bacteriano intestinal de seu proprietário.

Em uma linguagem simples, microbioma é a coleção de espécies microscópicas que vivem dentro do tubo digestivo dos seres humanos.

Neste caso, os cães ajudam porque alteram a sujeira dos ambientes domésticos, expondo seus donos a bactérias com as quais eles normalmente não entrariam em contato de outra forma, o que resulta em um sistema imunológico mais forte e em um peso saudável.

Segundo o Dr. Mwenya Mubanga, principal autor do estudo sueco, caninos são ainda mais benéficos para quem vive sozinho(a), uma vez que a pesquisa revelou que estes indivíduos tiveram uma redução de 33% no risco de morte precoce, e diminuição de 11 % no risco de sofrerem um ataque cardíaco quando seus dados são comparados com aqueles provenientes de pessoas que vivem com um cônjuge ou que já constituem família.

Com todos estes benefícios, Mubanga sugere que os cachorros podem representar "um membro importante da família" nas casas dos solteiros.