Médico ou louco? É o que todos querem saber! Sergio Canavero, neurocirurgião italiano, está realizando várias experiências com ratos, cachorros e macacos para seu glorioso transplante de cabeça. A ideia foi anunciada em 2015, porém não é nova.

Em um experimento soviético por volta de 1928, Sergei Brukhonenko conseguiu fazer a cabeça de um cachorro responder estímulos mesmo sem um corpo. O que causa tanto espanto é que Canavero promete tornar real a troca de corpos em humanos e isso ocorrerá no final de 2017 ou começo de 2018.

Mas, como?

O caríssimo projeto de US$ 42 milhões (R$ 138 milhões) precisará de várias horas para ser realizado e consiste em retirar a cabeça de um indivíduo com o cérebro aparentemente bom e implantar em um corpo de outro doador com falência cerebral recentemente morto, unindo a cabeça ao corpo com uma substância chamada polietilenoglicol, que terá a função de produzir algumas células do sistema nervoso para que o corpo se adapte.

O paciente ficaria inconsciente por no máximo um mês após a cirurgia, recebendo pequenas descargas no estilo Frankenstein. O médico ainda afirma que o voluntário terá a mesma voz e após um ano de fisioterapia poderá realizar suas atividades normalmente.

Ele disse que a revolução médica ocorrerá em até o final do ano meses, ou somente em 2018 por ser tão complexo. Valery Spiridonov que seria voluntário desistiu de fazer o procedimento, mas já encontraram outra pessoa para substituí-lo, Sua identidade está mantida em sigilo. O mais bizarro é que o neurologista tem apoio de vários cientistas chineses e sul-coreanos, porém a equipe que fará será apenas a chinesa, liderada por Xiaoping Ren, da University Harbin. Ele participou de um transplante de mão com sucesso nos Estados Unidos e teria publicado o sucesso dessa cirurgia, mas dessa vez em ratos.

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Ren diz que em breve dará uma entrevista coletiva, mas sem muitos detalhes, pois o projeto demanda muito cuidado com as informações divulgadas. Ele também anunciou que existem vários candidatos. Contudo, a decisão será tomada apenas pouco antes da cirurgia, já que a cabeça precisa ser compatível com o corpo.

A barreira maior seria encontrar um país que deixe Canavero realizar o procedimento, já que não se trataria apenas de ciência e sim de questões éticas e morais também. Quando questionado, ele replica dizendo: "Anos atrás as pessoas questionavam Bill Gates sobre a necessidade de um computador, hoje ninguém vive sem um."

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