O Jornal Hoje, da Globo, divulgou nesta terça-feira (28) que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e elaborada pelo hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, mais da metade dos brasileiros entre 16 e 25 anos, são portadores do vírus do hpv (human papiloma virus).

A mesma pesquisa revelou que o vírus pode, em grande escala (38,4%), associar-se ao câncer de boca, pênis e de colo de útero.

A médica epidemiologista, Eliane Wendland, afirmou que muitos dos que tem contato com o vírus não apresentam sintomas durante a vida toda. Tal vírus pode ser transmitido pelo sangue, roupas, objetos contaminados, pelo parto ou pelo beijo, mas sua maior forma de transmissão é a relação sexual, o que aponta que muitos dos jovens não estão usando a camisinha.

51% dos jovens entrevistados afirmaram usar preservativo durante o ato sexual, com frequência. Esse número deveria ser maior.

O Jornal Correio da Bahia divulgou que Salvador é a capital com maior número de pessoas contaminadas pelo HPV. 7 entre cada 10 jovens da população entre 16 e 25 anos estão contaminados com o vírus. Em seguida vem Palmas, Cuiabá e São Paulo (nessa ordem). A cidade com menor número de incidência é Recife.

Como se prevenir

Além de usar preservativo, há disponibilidade da vacina nos postos de saúde. Ela deve ser tomada a partir dos 9 anos para as meninas e 11 anos para os meninos. Quem tem mais idade e nunca tomou, deve tomar como prevenção.

Ao perceber qualquer lesão na região genital, deve-se procurar o ginecologista (mulheres) [VIDEO]ou o urologista (homens) para fazer os exames necessários e descobrir se a lesão é em decorrência do vírus.

Se informado pelo médico que está com HPV, é importante saber que essa é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) e deve se proteger no ato sexual para não passar o vírus ao parceiro.

Como tratar

É importante salientar que há tratamento. Quando detectado precocemente,mais chances de cura.

Depois que o médico detectar a doença e fizer diagnóstico de sua gravidade, do número e do tamanho das lesões, ele fará também a prescrição do tratamento. Tal tratamento tem por objetivo, além de eliminar o vírus e lesão, prevenir a evolução da doença e diminuir a chance de transmissão para o parceiro.

Há três opções de tratamento: químico, por meio de imunomoduladores e o cirúrgico.

De qualquer forma, o tratamento adequado só poderá ser prescrito pelo médico após exames clínicos e laboratoriais.

Em hipótese alguma pratique auto medicação.