Apesar de todas as atividades de combate e controle ao vírus do HIV feitas pelo Ministério da Saúde, a Aids avança em níveis alarmantes entre os brasileiros. A sociedade parece ainda não estar consciente do risco gerado pelas doenças sexualmente transmissíveis. Este ano a Unaids, um programa das Nações Unaids, realizou um relatório mencionando estatísticas sobre o Brasil em um resumo da epidemia da doença em todo o mundo. Os números assustam.

Segundo pesquisa, cerca de 36,7 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo [VIDEO]. Desses, 2,1 milhões são crianças e 34,6 milhões, adultos. Os dados se tornam piores quando a análise informa que mais de 1 milhão de pessoas morre anualmente por conta do vírus.

Apesar de existirem tratamentos contra o HIV, poucas pessoas mostram-se conscientes sobre tais métodos.

O fato tem assustado a saúde pública, que busca novas formas de educar a população sobre a doença. No Brasil, a doença mata 5,6 pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o levantamento feito em 2015, o mais recente disponível.

Outro fator que tem colaborado para o avanço das taxas de mortalidade geradas pela Aids. [VIDEO] É o desconhecimento dos cidadãos sobre seu estado sorológico. Cerca de 30% da população convivem com o vírus HIV e não sabem. A falta de reconhecimento sobre o estado sorológico precoce possibilita o avanço da doença de modo rápido. Ao chegar ao estágio avançado, o uso de tratamentos antirretrovirais não tem tanta força no combate, até mesmo por outras infecções que vão se abrigando no corpo humano pelo vírus, gerando mortes.

Aids avança entre o público jovem e preocupa Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde tem se preocupado com o rápido avanço da epidemia entre os jovens. A faixa etária de 15 a 24 anos mostra que a vida sexual dos jovens tem se iniciado cedo e sem os devidos cuidados. A pesquisa realizada pelo órgão mostrou que 32% dos jovens não utilizam preservativo nas relações sexuais, o que gera a exposição precoce ao vírus do HIV.

Os especialistas afirmam que houve avanço nas políticas de educação sexual entre esse público. Todavia, os índices mostram a medida como insuficiente ao combate da doença. Alguns médicos e psicólogos consideram que, pelo fato da epidemia ser controlada a partir do uso de coquetel antirretroviral, o diagnóstico de Aids passou a não ser temido por adolescentes e jovens. Segundo os profissionais, a falta de conhecimento sobre o efeito colateral do coquetel faz o tratamento parecer simples.

Apesar de sofrer com a banalização, a Aids prevalece como epidemia, e como tal não deve ser menosprezada. Atualmente, o Ministério da Saúde investe maciçamente na conscientização sobre o vírus do HIV e busca técnicas mais eficientes para reduzir os níveis da Aids no Brasil. Vale salientar que o tratamento da doença é gratuito no sistema de saúde brasileiro, assim como o exame para a descoberta do estado sorológico.