Você consegue imaginar sua vida sem Wi-fi? O ser humano já se acostumou de tal forma à possibilidade de estar conectado ao mundo a partir de qualquer lugar que fica difícil passar a imaginar a vida sem isso. Logicamento, toda comodidade tem seu preço e, naturalmente, quanto maior a conveniência de algo, maiores poderão ser os prejuízos causados pela mesma coisa, a longo prazo.

Assim é também com a nossa internet, mais especificamente com o Wi-fi; uma rede de sinais sendo constantemente transmitidos e enviados via satélite que permitem no comunicação e interação instantânea com nossos familiares, amigos, colegas, empresas e serviços diversos.

Para que estes sinais possam ser transmitidos e retransmitidos ao redor de todo o planeta, são necessárias milhares de antenas e satélites, que estão constantemente em funcionamento, à base de muita energia. E qualquer aparelho que faça uso de energia emite algum tipo de radiação, seja ele um reator nuclear ou até mesmo o seu smartphone.

Esta radiação é como um conjunto de ondas de energia invisíveis; o olho humano pode até não perceber sua presença, mas elas estão lá, muitas vezes tendo um efeito bastante prejudicial à nossa Saúde.

O experimento que você vai conhecer a seguir se propõe a exemplificar os malefícios causados pela radiação em nosso corpo. Embora cientistas do mundo todo já venham, há muito tempo, apontando os efeitos prejudiciais dessa radiação, foram alunos do Ensino Médio do colégio Hjallerup, na Dinamarca, que criaram este modo simples de demonstrar o que pode acontecer a organismos vivos expostos constantemente a um roteador Wi-fi, um dos aparelhos mais comumente utilizados em todas as residências e que emite ondas ininterruptas de radiação sobre nossos corpos todos os dias.

A ideia do experimento surgiu depois que estes cinco alunos notaram estar tendo dificuldades de concentração após dormirem com seus smartphones ao lado da cama. Pegar no sono também não era fácil sob as mesmas condições.

O trabalho de Biologia das alunas do Hjallerup expunha 12 recipientes, todos com sementes de agrião acomodadas sobre um algodão úmido para permitir sua germinação. Destes 12 recipientes, 6 foram colocados ao lado de um roteador Wi-Fi, enquanto os outros 6 foram colocados o mais longe possível do aparelho. As demais variáveis com influência sobre a germinação das sementes, tais como quantidade de água e de luz solar e até mesmo temperatura, foram mantidas iguais em todas as amostras.

Doze dias depois, eis o resultado.

As sementes colocadas ao lado do roteador morreram e se deterioraram. Por outro lado, as demais amostras, colocadas longe do aparelho germinaram, cresceram e permaneceram saudáveis e verdes.

Uma das cinco garotas responsáveis pelo experimento declarou-se ''assustada'' com o resultado; as colegas afirmam que não dormem mais ao lado de seus celulares. [VIDEO]

É claro que uma série de estudos ainda deve ser realizada para verificar estes resultados, mas este experimento simples já é capaz de mostrar que expor o corpo a estas ondas de radiação constantes de nossos aparelhos eletrônicos pode não ser uma boa ideia.

Na dúvida, procure não dormir ao lado de seu smartphone e manter seu roteador fora do quarto.