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De acordo com o site Mail Online, uma mãe britânica descobriu em choque que sua segunda "Gravidez" era, na verdade, um tumor cancerígeno crescendo em seu útero, e ela decidiu recentemente divulgar sua história na tentativa de alertar as pessoas sobre este problema [VIDEO] que pode afetar muitas mulheres.

Em 2015, enquanto estava com 27 anos de idade e já era mãe de seu primeiro filho, Lauren Knowles, nascida na cidade de Aberdeen, na Escócia, havia ficado muito feliz ao descobrir que testes de gravidez feitos por ela tinham dado um resultado positivo. No entanto, quando a suposta "gestação" chegou a sete meses e meio, a mulher começou a ter sangramentos vaginais frequentes, e devido a essa situação foi enviada para fazer um ultrassom.

Infelizmente, após o exame veio a notícia chocante: Lauren foi informada de que estava, na verdade, passando pela assim chamada gravidez [VIDEO] molar, ou doença trofoblástica gestacional – sendo que o volume aumentando em seu ventre não era uma criança, e sim uma massa disforme de células potencialmente letais.

A escocesa removeu o tecido canceroso e iniciou sessões de quimioterapia que a fizeram perder o cabelo rapidamente, mas infelizmente a doença teve uma recorrência e o tumor voltou a crescer em um ritmo assustador.

Foi então que a mulher sofreu cólicas extremamente fortes, e enquanto estava sozinha no banheiro de sua casa, "deu à luz" à massa cancerosa que possuía o tamanho um feto de 17 semanas de gestação – momento em que finalmente ficou livre da doença.

Superando os problemas

Depois do incidente, Lauren Knowles foi advertida pelos seus médicos de que teria dificuldades para gerar mais filhos, uma vez que seu útero havia sido danificado.

Entretanto, apenas um ano após estar livre da doença, a escocesa, que agora tem 27 anos e vive em Perth, na Austrália, engravidou mais uma vez e deu à luz sua segunda filha.

A menina, que se chama Indi, atualmente está com 10 meses de idade, e é completamente saudável.

Falando sobre o seu caso para o Daily Mail, Lauren explicou que o tumor em seu útero se desenvolveu exatamente da mesma forma que um bebê cresceria, o que fez com que o organismo dela produzisse os mesmos hormônios que resultaram nos testes de gravidez positivos.

A respeito da superação do problema, a mulher declarou: "Quero dar às pessoas a esperança de que, mesmo nos piores cenários, o que parece impossível ainda é possível, ao mesmo tempo em que aumento a consciência da gravidez molar".

Segundo dados do Hospital Israelita Albert Einstein, a cada ano pelo menos 150 mil mulheres brasileiras sofrem com o tumor trofoblástico gestacional.