Tratamentos médicos não convencionais nem sempre são vistos com bons olhos pela maioria das pessoas, que não acreditam na eficácia de alguns tipos de tratamentos. Nem sempre é recomendado um remédio ou até mesmo uma cirurgia para que algum problema chegue ao fim depois de tantos anos de sofrimento causados por uma doença. Recentemente algumas pesquisas deram conta de que fezes podem ser usadas no tratamento de certos tipos de doenças, e por mais estranho que isso pareça, as fezes humanas podem possuir uma grande serventia para pacientes que sofrem com alguns tipos de enfermidade.

Fezes podem ajudar pacientes com dois tipos de infecções a ter uma vida melhor

Ninguém imaginaria que fezes fossem capazes de curar doenças e a cara de nojo deve ter sido feita pela maioria das pessoas que souberam desse tratamento pela primeira vez.

O tratamento não consiste em ingerir fezes, embora já existam pílulas deste tipo sendo comercializadas em outros países. As fezes podem conter milhões de bactérias e muitas delas fazem parte da manutenção de uma vida saudável, sendo que certas infecções apresentadas por alguns pacientes podem ser curadas com as fezes de uma pessoa que não possui aquela doença.

Fezes contêm milhões de bactérias essenciais para um corpo saudável e pacientes as receberão de outras pessoas

As fezes teriam o poder de transportar essas bactérias para um corpo doente, fazendo com que infecções recorrentes ou refratárias (colite), causadas pelo clostridium difficile, apresentem uma melhora significativa em quem adota esse tipo de tratamento alternativo. O procedimento se assemelha a uma colonoscopia tradicional, mas tem a infusão da microbiota.

A Universidade Federal de Minas Gerais é a primeira instituição a receber autorização para realizar o Transplante de fezes.

Minas Gerais é o primeiro estado a criar um centro para transplante de fezes no Brasil

Desde março, o Centro de Transplante de Microbiota Fecal vem analisando pacientes [VIDEO] e conseguiu coletar amostras iniciais de pacientes saudáveis para serem injetadas em pessoas doentes. Já para aqueles que sofrem de infecção recorrente ou refratária, a instituição está em processo de seleção de seus primeiros pacientes.

Outros casos experimentais de transplante de fezes já tinham acontecido no Brasil

Embora a UFMG tenha sido a primeira instituição a ter permissão para o trabalho contínuo em transplante de fezes em humanos, outros casos de forma experimental já haviam acontecido no Brasil. Em 2015, 12 pacientes foram submetidos ao tratamento em São Paulo, no Albert Einstein. Além desse caso, outros aconteceram no Hospital Vera Cruz, em Campinas - SP e também em São José do Rio Preto - SP.