Todo mundo já ouviu falar no ponto G, e muita embora algumas pessoas ainda tenham um pouquinho de dificuldade de entender sua localização, é de conhecimento geral que o estímulo deste ponto em específico pode ser fonte de grande prazer para a Mulher durante a relação íntima. Agora, os ginecologistas chamam a atenção das mulheres - e também dos homens - parra a existência de outro ponto importante na anatomia sexual feminina, o ponto A, cujo nome completo é AFE (anterior fórnix erótico).

Segundo os especialistas o ponto A é tão eficiente quanto o ponto G em relação ao prazer proporcionado à mulher quando estimulado.

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Ele pode ser encontrado bem no fundo do canal vaginal, mais precisamente onde se une com o colo do útero. Segundo a ginecologista e sexóloga Ana Paula Junqueira, em entrevista ao portal de notícias UOL, esta é uma região cheia de nervos e vasos, bem irrigada, o que sugere que, de fato, esta seja uma zona onde o prazer pode ser mais intenso, sempre é claro, com a estimulação adequada.

Esta área pode parecer a primeira vista de mais difícil acesso do que o famoso ponto G. O ponto A está em uma pequena dobra, que fica quase toda encoberta pelo colo do útero.

É uma região muito sensível, o que significa que o estímulo realizado ali não deve ser bruto. Quando a mulher está pronta para o ato sexual, seu útero contrai e sobe, o que deixa o ponto A mais exposto.

Muitas mulheres sentem dor em penetrações mais profundas, enquanto outras descobrem que nestas são capazes de sentir mais prazer, justamente em razão da presença do ponto A.

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Portanto, o melhor a fazer para descobrir se ele funciona para você é experimentando.

A sexóloga explica que este ponto pode ser acessado com o toque, ou durante a relação íntima com o parceiro. Ela propõe que a mulher massageie primeiro a parte da frente do canal, em movimentos suaves, e observe a reação do corpo.

Para estimular o ponto A com o parceiro, as posições ideais são aquelas que encurtam o canal vaginal e promovem penetrações mais profundas, principalmente aquelas em que as pernas fiquem para cima. Mas tenha cuidado: peça ao parceiro para ir com calma, pois muitas vezes o choque entre o órgão sexual masculino e colo do útero produz bastante dor.

Especialistas questionam existência do ponto A

A existência do tal ponto não é unanimidade entre os ginecologistas. Para a ginecologista Carolina Ambrogini, do projeto Afrodite, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não há nada que sugira que o ponto A possa, de fato, ser mais sensível do que qualquer outro ponto do canal vaginal. A especialista ainda frisa que, anatomicamente, seria o contrário: a parte mais funda do canal vaginal seria a menos sensível.

Mas os especialistas concordam em uma coisa: a mulher não deve depender de pontos anatômicos específicos para buscar seu prazer sexual e sim conhecer-se, para saber aquilo que lhe dá prazer.

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''Muita mulher não se toca e não se conhece'', diz Ana Paula Junqueira, ''É uma questão de autodescoberta'', conclui.