De olho no que vai para a mesa do brasileiro, a Agência Nacional de Vigiância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do lote de leite condensado 0681M1, com vencimento em 17 de janeiro de 2018, da marca Fazendeira. De acordo com a agência, após análise minuciosa do produto, foi constatada neste lote, em específico, a presença da bactéria estafilococo. A bactéria, se consumida, pode desencadear incômodos como dores abdominais e vômitos.

Produzido pela Baduy e Cia Ltda, corporação com mais de 80 anos de mercado, localizada em Ituiutaba, Minas Gerais, a empresa declarou, através de nota de esclarecimento, que deixou à disposição dos órgãos competentes toda a documentação e esclarecimento necessários.

Ressaltou ainda que, assim que foi informada sobre o assunto, realizou o recall do produto e que hoje não existe nenhuma quantidade do mesmo em estoque. "Foi feito a rastreabilidade do produto e a quantidade encontrada no mercado já foi recolhida e descartada", salientou, deixando à disposição da população o Serviço de Atendimento ao Consumidor para quaisquer solicitações.

O laudo que constatou a irregularidade do leite condensado foi realizado pelo Laboratório Central Noel Nutels, localizado no Rio de Janeiro. Segundo a Anvisa, a medida da agência tem validade de 90 dias. Enquanto isso, caso o consumidor se sinta prejudicado diante do tema, a orientação é procurar os órgãos de defesa do consumidor da região.

Pimenta e azeite extra-virgem interditado

Várias marcas de azeite extra-virgem tiveram lotes interditados pela Anvisa, nos últimos dias.

São elas Olivenza (lotes 1706F16, 0821K16 e 1520A17); Torre de Quintela (lotes 0817H16 e15K11); Malaguenza (lotes 1623F e 1617E16); e Lisboa (lote 26454-361). Após análise da agência, as três primeiras marcas apresentaram iodo e índices de refração inadequados. Estas características tiram dessas marcas a característica de azeite puro, como todo o azeite extra-virgem deve ser. Já a marca Lisboa apresentou 'matérias estranhas' e ácidos graxos, ácidos graxos monoinsaturados e ácidos graxos poli-insaturados. Na mesma vistoria, a pimenta em pó preta Brusto teve também o lote fabricado em julho de 2016 recolhido, após apresentar em análise laboratorial fragmentos de insetos e pelos de roedor junto a moagem da pimenta comercializada no mercado. O produto é distribuído pela Produtos Brusto Ltda.