Recentemente, uma nova corrente tem gerado uma grande polêmica no WhatsApp. Através de uma mensagem compartilhada, as pessoas estão divulgando o que seria uma provável ‘’receita caseira’’ contra a febre amarela. [VIDEO]Entretanto, poucos sabem que é que tal receita é falsa e não oferece proteção alguma contra a doença.

Segundo o que foi apurado pelo portal de notícias G1, o tal remédio caseiro, além de não imunizar ninguém contra a Febre Amarela, também não possui nenhum tipo de efeito benéfico.

A mensagem que contém a receita já foi visualizada mais de 500 mil vezes.

Nela, há também áudios e vídeos explicativos que ensinam como usar o medicamento caseiro.

Para o médico infectologista e pesquisador da Fiocruz André Siqueira, a receita repassada se trata de uma grande besteira, não possui nada de verdade. De acordo com ele, a única coisa que pode imunizar as pessoas contra a febre amarela é a vacina, que, em sua opinião, é muito eficaz e segura. A vacina é a melhor maneira de combater a doença. Segundo Siqueira, é o medicamento que possui apenas eventos adversos raros até o momento.

Para o especialista, há outras formas também de combater a doença, [VIDEO] como, por exemplo, diminuindo o contato do homem com o mosquito com o uso de mosquiteiros e repelentes, sendo essas proteções adicionais que funcionam em conjunto com a vacina. Ou seja, a receita compartilhada pelo WhatsApp é uma grande mentira, não oferece efeito nenhum e não tem nenhuma validade para a imunização contra a febre amarela.

Na mesma corrente em que a receita falsa é compartilhada há muitos comentários sobre possíveis efeitos adversos em relação aos tratamentos oferecidos pelo governo. Em relação a isso, o médico também explica que os efeitos são muito raros, o que se espera é que ocorra um a cada 400 mil doses da vacina, ou seja, pode acontecer em 0,0000025% das vezes. O que indica é um caso extremamente raro e não recorrente, como é dito na mensagem divulgada.

Para Siqueira, esses efeitos adversos [VIDEO] podem ocorrer do mesmo modo como uma pessoa pode tomar um remédio comum, como, por exemplo, tomar uma dipirona e ter alguma reação. Assim do mesmo modo, ocorre com alguém que toma a vacina contra a febre amarela. Para esses casos raros, há orientações passadas pelos profissionais de Saúde que estão sempre em prontidão para qualquer tipo de eventualidade referentes as contraindicações do medicamento.

“...ela é a melhor forma de proteger”, completou André Siqueira se referindo a vacina. O médico também é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT).