Você provavelmente já ouviu diversas teorias a respeito de como ocorrerá o fim do planeta Terra [VIDEO]; de meteoros capazes de atingir nosso planeta e gerar grandes nuvens de cinzas, que bloqueariam a luz solar, matando a maioria das espécies - incluindo a nossa - de fome e de frio, até a tão comentada inversão dos polos magnéticos terrestres, que poderia deixar diversas partes do planeta inabitáveis devido a enorme incidência dos raios solares que, por sua vez, acabariam por matar as espécies viventes ali de fome ou queimadas.

Se o nosso mundo acabará em gelo ou em fogo, é impossível prever. Porém, ao que parece, a segunda hipótese possui maiores chances de ocorrer, em um futuro nem tão distante assim.

Segundo a publicação científica norte-americana Undark Magazine, esse processo já começou; os argumentos são do geofísico Phil Livermore, professor e pesquisador na Universidade de Leeds, que afirma que a inversão completa dos polos magnéticos de nosso planeta está próxima. Ele explica que esta não é a primeira vez que a Terra enfrenta este fenômeno; de acordo com vestígios encontrados em rochas, os cientistas especulam que a última reversão completa dos polos tenha ocorrido a 780 mil anos.

Historicamente, este fenômeno seria comum a cada 200 ou 300 mil anos; uma vez que o processo de reversão começa, são necessários cerca de mil anos para que ele se conclua. Livermore explica que mil anos pode até parecer bastante tempo, mas que na escala de anos terrestres é um número quase insignificante.

Ele afirma que o fenômeno está bastante próximo, mas que, levando em conta a escala humana de contagem de tempo, ''não vai acontecer amanhã''.

Mais o que acontecerá quando os polos se inverterem?

Daniel Barker, especialista em radiação cósmica, explica que uma inversão dos polos magnéticos terrestres pode tornar diversas partes do planeta verdadeiramente inabitáveis.

O campo magnético da Terra é a única coisa que impede que partículas solares cheguem ao nosso planeta. Com a inversão, uma quantidade imensa de raios solares, cósmicos e ultravioleta B (UVB) seriam capazes de penetrar nossa - já bastante prejudicada - camada de ozônio.

E tem mais: a radiação solar poderia afetar também nossos satélites de comunicação, bem como redes elétricas e sistemas de aviação. Em consequência disso, sistemas meteorológicos, bancários, tecnologias que funcionam à base de GPS e operações militares em geral deixariam de funcionar. Sistemas de aquecimento e de ar-condicionado também seriam prejudicados. Transportes, indústrias e hospitais teriam seu funcionamento interrompido.

Portanto, uma inversão dos polos magnéticos terrestres deve produzir, no mínimo, um verdadeiro pandemônio mundial. Como esta ameaça é iminente, embora ainda não imediata, os cientistas têm monitorado os movimentos do campo magnético terrestre desde 2014. Três satélites da Agência Espacial Europeia são responsáveis por este monitoramento. As mudanças no campo magnético ocorrem, na verdade, a partir do núcleo do planeta Terra.

Quando o campo magnético está se preparando para uma inversão, o níquel e o ferro fundido presentes no núcleo são drenados para fora; a partir da observação desta atividade, os cientistas perceberam que o fenômeno já pode estar em processo. As únicas medidas de prevenção possíveis para os efeitos da reversão são a construção de satélites fortificados, capazes de blindar a radiação, e a melhoria dos satélites que já operam em nossa órbita.

Mas calma! Nem todas as vezes que o núcleo terrestre ''ensaia'' uma inversão dos polos magnéticos, o fenômeno realmente chega a ocorrer. Há cerca de 40 mil anos atrás, o processo chegou a ter início, mas jamais se concluiu.